Saída de Palocci não acalmou ânimos na Câmara

A saída de Antonio Palocci da chefia da Casa Civil não foi suficiente para acalmar os ânimos na Câmara. Governistas e oposicionistas bateram boca hoje e não conseguiram sequer aprovar a ata da Comissão de Agricultura, em que Palocci tinha sido convocado a se explicar na semana passada.

EDUARDO BRESCIANI E ROSA COSTA, Agência Estado

08 de junho de 2011 | 20h12

A confusão começou porque os deputados governistas não concordaram em aprovar a ata da reunião passada com a afirmação de que Palocci fora convocado. Os governistas queriam que a votação fosse retirada da ata para não constar nos registros da Casa. O presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA), porém, disse não poder alterar a ata porque a convocação foi aprovada e lembrou que a questão de ordem feita pelos governistas à Mesa da Câmara pedindo a anulação da votação não foi respondida.

Diante do impasse, os ânimos se exaltaram. Coordenador da bancada do PT na comissão, o deputado Assis do Couto (PR) criticou Lira Maia e ameaçou ir ao Conselho de Ética questionar a postura do presidente da comissão. A ameaça provocou reações e os deputados do DEM ACM Neto, Onyx Lorenzoni e Ronaldo Caiado desafiaram o petista a cumprir a ameaça. Enquanto Assis do Couto dizia que não havia mais confiança para os trabalhos na comissão, os deputados do DEM chamaram o governista de "viúva do Palocci".

Em meio ao bate-boca, Lira Maia encerrou a reunião sem que a ata tivesse sido votada. Onyx continuou provocando Assis do Couto mesmo após a reunião. "Você tem que bater palma para a Gleisi (Hoffmann) e parar de chorar o Palocci", disse o deputado do DEM. Assis afirmou que a discussão na comissão não é sobre Palocci, mas sobre a condução dos trabalhos por Lira Maia. "Estamos discutindo é o procedimento. A ata só será aprovada se for modificada", afirmou o petista.

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