Saída de Marta do PT é decisão importante, afirma Alckmin

Tucano comentou iniciativa da senadora de deixar a sigla, mas evitou falar sobre as eleições de 2016

Ana Fernandes e Lucas Hirata, O Estado de S. Paulo

28 Abril 2015 | 15h54

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 28, que a senadora Marta Suplicy tomou uma decisão importante ao deixar o PT - a saída dela foi formalizada nesta terça. "É sempre positivo, ela é uma liderança importante, senadora por São Paulo, prefeita da cidade de São Paulo. Acho que é uma decisão importante do ponto de vista político", comentou Alckmin após participar de encontro com empresários promovido pela revista Exame.

Questionado se Marta pode dar um reforço importante à oposição, Alckmin respondeu entender que sim, mas evitou se alongar na resposta. O tucano também evitou falar sobre cenário para as eleições municipais de 2016, dizendo que é um tema que diz respeito ao partido.

O vice de Alckmin é Márcio França, do PSB, partido mais cotado para receber Marta. Sobre a possibilidade de a parceria se repetir para a disputa à Prefeitura da Capital, Alckmin sinalizou ser improvável. "O PSDB sempre teve candidato a prefeito de São Paulo, historicamente, desde que foi fundado, É a maior cidade do País."

Água. O governador minimizou o atraso na obra que ligará a represa Billings ao sistema do Alto Tietê, que estava prevista para ser entregue agora entre fim de abril e início de maio e teve a previsão de entrega alterada para agosto. A obra, orçada em R$ 130 milhões tem por objetivo aumentar em 4 mil litros por segundo a vazão do manancial.

"O licenciamento atrasou um pouquinho, mas está dentro do cronograma. O fato de ficar pronto em agosto não tem problema porque aliás agosto vai ser o período mais necessário", disse aos jornalistas. Mais cedo, em palestra, Alckmin garantiu aos empresários que não vai faltar água no Estado ao longo do período seco do inverno. Ele afirmou que o governo continuará com a política de bônus e de combate ao desperdício para evitar o rodízio no fornecimento.

Impeachment. Alckmin falou brevemente sobre impeachment, repetindo o discurso de moderação. "O importante neste momento é a investigação, não pode tirar o foco da investigação. Não é objetivo fazer impeachment, o objetivo é investigar. O impeachment é consequência", afirmou. Alckmin disse ainda que a investigação deve ser o foco porque a corrupção não está limitada à Petrobrás. "O modelo de promiscuidade partidária e governo que não é limitada à Petrobrás, então o importante é a investigação."

Cargos na Alesp. Alckmin evitou comentar a contratação de cerca de 100 cargos comissionados, livres de concurso público na Assembleia Legislativa de São Paulo, justamente em momento de ajuste fiscal. As contratações são iniciativa do presidente da Alesp, o também tucano Fernando Capez. Alckmin justificou sua postura alegando a independência de poderes de Montesquieu. "Montesquieu estabeleceu em sua tese a tripartição do poder, o legislativo é outro poder." Frente à insistência dos jornalistas, o governador comentou apenas que a Alesp tem feito esforços para reduzir gastos. 

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