Saída de José Arruda do DEM pode facilitar impeachment

Opinião é do cientista político e professor da Universidade de Brasília, Leonardo Barreto

estadao.com.br,

11 de dezembro de 2009 | 14h51

A saída do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do Democratas pode facilitar a aprovação de seu processo de impeachment pela Câmara Legislativa. A opinião é do cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), Leonardo Barreto.

 

"A Câmara Legislativa poderia tentar votar sem muito receio seu processo de impeachment porque tem a garantia de que não vai haver represália nem dificuldade no processo eleitoral do ano que vem", disse fazendo referência ao fato de que Arruda, agora sem partido, não vai poder concorrer às eleições de 2010. O prazo para filiação partidária terminou em 3 de outubro.

 

Para Leonardo Barreto, os deputados distritais terão interesse agora em aprovar o impeachment de Arruda para que não se cobre deles uma investigação sobre os parlamentares que foram filmados recebendo dinheiro. "Para ela, é vantajoso falar de impeachment porque enquanto fala sobre isso não é cobrada para fazer suas apurações internas. E vai levar esse processo até começar o processo eleitoral, e aí acaba salvando os seus."

 

Arruda deixou o partido na última quinta-feira, 10, para evitar sua expulsão. O DEM Nacional abriu processo contra ele e iria votar relatório nesta sexta-feira, 11. Arruda tentou até o último minuto permanecer no partido. Chegou a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão do processo.

 

Arruda continua como governador do Distrito Federal, mesmo sem partido. E só concluirá o mandato se a Câmara Legislativa rejeitar os nove pedidos de impeachment a que ele responde na Casa.

 

Com informações da Agência Brasil

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