Saída de Erenice mostra que caso não é eleitoral, diz Serra

Candidato tucano afirmou que candidatos usam o tom eleitoral para desviar o foco dos escândalos

TATIANA FÁVARO, Agência Estado

16 de setembro de 2010 | 18h20

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse nesta quinta-feira, 16, que a saída da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, do cargo, após denúncias de suposto tráfico de influências, não é uma questão eleitoral, mas está ligada aos rumos do Brasil. "Não são não (denúncias de caráter eleitoral). A prova é que o governo teve de afastar essa todo-poderosa ministra", disse Serra, em Campinas, no interior paulista.

Serra afirmou que seus adversários usam o tom eleitoral como pretexto para desviar a atenção dos escândalos. "Até ontem estavam dizendo que era uma jogada eleitoral. Estavam procurando jogar areia nos olhos com essa história", disse o candidato.

"São sucessivos escândalos na Casa Civil nos últimos anos. O mau exemplo para o Brasil, um problema grave de funcionamento do governo. E eu não falo aqui como candidato, falo como brasileiro", afirmou.

"Hoje o que precisa, de fato, é uma investigação séria, que não jogue areia nos olhos dos brasileiros, mas, pelo contrário, jogue luz sobre esse escândalo para que todos os responsáveis diretos e indiretos possam ser punidos", declarou. O tucano afirmou que não vai analisar a queda de Erenice Guerra do ponto de vista eleitoral.

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