Saída de arrozeiros só com decisão do STF, diz diretor da PF

Luiz Fernando Corrêa diz que é preciso 'ato judicial' para polícia agir na Raposa; STF adiou julgamento para 2009

Agência Brasil ,

11 de dezembro de 2008 | 16h26

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, disse nesta quinta-feira, 11, no Rio de Janeiro, que será preciso aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para dar início a qualquer operação na terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Na última quarta, a maioria dos ministros votou a favor da demarcação contínua da reserva com a saída dos arrozeiros da região. A decisão final, no entanto ficará para 2009, devido ao pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello.   Veja também:Chance de STF mudar votos da Raposa é zero, diz Dalmo Dallari  TV Estadão: Assista ao voto dos ministros e o debate no STF  Blog da Raposa - o julgamento no STF  A disputa pela Raposa Serra do Sol  Entenda a sessão do STF e veja como votaram os ministros em outras questões  Leia a íntegra do voto do relator, a favor da demarcação contínua  Tarso e Mendes descartam acirramento de conflitos Para governador, arrozeiros terão de sair de Raposa Índios vencem no STF, mas decisão sobre Raposa é adiada "Vamos continuar lá presentes como estamos, mantendo a ordem, mas temos que aguardar a decisão final. Tudo indica que haverá demarcação contínua, isso significa que deve haver uma remoção (de produtores de arroz e outros agricultores não-índios), mas não é só uma tendência que vai desencadear uma operação. Precisamos do ato judicial dizendo os limites, o que pode ou não fazer, se vai ter prazo ou não. Sem isso, não podemos agir", afirmou Corrêa, que participou da solenidade de posse do novo superintendente da PF no Rio de Janeiro, delegado Ângelo Fernandes Gioia. Para garantir a segurança da área de 1,7 milhão de hectares, a Polícia Federal é responsável, desde abril deste ano, por um esquema especial de patrulhamento na Raposa Serra do Sol, que conta ainda com agentes da Força Nacional de Segurança Pública.

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