Saiba quem são os governadores na mira do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral vai julgar a cassação de seis governadores do País neste ano.  As acusações vão desde propaganda eleitoral irregular até abuso de poder econômico, passando pela mais comum: compra de votos. Estão na mira do Tribunal: Marcelo Déda (PT-SE), Marcelo Miranda (PMDB-TO), Luiz Henrique (PMDB-SC), Ivo Cassol (PPS-RO), José de Anchieta Júnior (PSDB-RR), Wáldez Góes(PDT-AP), além dos recém-cassados Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Jackson Lago (PDT-MA).   Veja Também:  Com cassações do TSE, PMDB amplia poder nos Estados Opine: TSE deve investigar passado dos substitutos?   O governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e o vice, Luiz Carlos Porto, são acusados de abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006. Na madrugada de 4 de março, o TSE concluiu pela perda de mandato de ambos, pela tese de abuso de poder. Com isso,  o governo deve ser assumido pela segunda colocada em 2006, a senadora Roseana Sarney (PMDB).   Em 17 de fevereiro, o TSE rejeitou os recursos de Cássio Cunha e confirmou a cassação do mandato do chefe do Executivo paraibano e de seu vice, José Lacerda Neto (DEM). O governo foi assumido pelo ex-senador José Maranhão (PMDB), segundo colocado na eleição de 2006.   O governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), é quem tem a maior lista de acusações. Seus adversários, a coligação União do Tocantins e o ex-candidato José Wilson Siqueira Campos (PSDB), citam abuso de poder econômico e político, compra de votos, propaganda eleitoral indevida e uso indevido de meio de comunicação.   Marcelo Déda (PT), de Sergipe, é alvo de uma acusação. Um dos partidos adversários, o PAN, o acusa de propaganda eleitoral antecipada.   Em Santa Catarina, os adversários acusam o governador Luiz Henrique (PMDB), reeleito no ano passado, de abuso de poder econômico e político, propaganda institucional indevida e uso indevido de meio de comunicação.   Os governadores de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), e de Roraima, José de Anchieta Júnior (do PSDB) são acusados de compra de votos e abuso de poder econômico e político. O processo que era do governador do Estado, Ottomar Pinto, foi transferido para Anchieta, seu vice, após o falecimento de Ottomar.   Wáldez Góes (PDT-AP) é acusado de uso indevido de veículos de comunicação.   No tribunal eleitoral, também tramitam ações contra o mandato de quatro senadores e 25 deputados. Desses, nove são do Rio.   As acusações:   1. Marcelo Déda (PT-SE): propaganda eleitoral antecipada   2.  Jackson Lago (PDT-MA): abuso de poder (Cassado)   3. Marcelo Miranda (PMDB-TO): compra de voto, abuso de poder, propaganda eleitoral indevida e uso indevido de meio de comunicação   4. Luiz Henrique (PMDB-SC): uso indevido de propaganda e meio de comunicação, abuso de poder   5.  Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): abuso de poder, conduta vedada a agente público e compra de votos (Cassado)   6. Ivo Cassol (PPS-RO): abuso de poder e compra de votos   7. José de Anchieta Júnior (PSDB-RR): abuso de poder e compra de voto   8. Wáldez Góes (PDT-AP):  uso indevido de veículos de comunicação     Texto alterado às 19 horas de quinta-feira, 5 de março.     (Com informações de Mariângela Galluci, de O Estado de S.Paulo)

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