Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Saiba quais são as acusações da Lava Jato contra o líder do governo no Senado

Senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi citado por delatores da operação acusado de receber propina de US$ 1,5 milhão referentes à contratação da refinaria de Pasadena, em 2006, e a contrato de afretamento do navio-sonda Vitória 10.000 pela Petrobrás

MATEUS COUTINHO, O ESTADO DE S.PAULO

25 Novembro 2015 | 11h48

O líder do governo do Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), preso pela Polícia Federal, foi citado por delatores da Lava Jato como um dos políticos que teria participado do esquema de corrupção na Petrobrás, sendo responsável pela indicação política de Nestor Cerveró para o cargo de diretor da área Internacional da Petrobrás, em 2003, e também como destinatário de propinas envolvendo os negócios da diretoria.

Primeiro delator da operação, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa disse, no ano passado, aos investigadores ter ouvido dizer que Delcídio quando era diretor de Gás e Energia da estatal, entre 2000 e 2002 (gestão Fernando Henrique Cardoso), teria usado o apagão como justificativa para forçar a contratação emergencial de usinas termelétricas da multinacional francesa Alstom. Segundo o delator o senador teria recebido propina da empresa pelo negócio. Na ocasião, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou insuficientes as acusações de Costa, baseadas em comentários que ele teria ouvido, e pediu o arquivamento da investigação contra o parlamentar, o que foi acatado pelo Supremo Tribunal Federal.

Neste ano, contudo, o lobista e também delator da Lava Jato, Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, voltou a envolver o nome de Delcídio no esquema. Além de confirmar a versão de que o senador foi um dos responsáveis pela indicação de Cerveró (também mencionada por Paulo Roberto), Baiano disse que o líder do governo recebeu propina de US$ 1,5 milhão referentes à contratação da refinaria de Pasadena pela Petrobrás, em 2006, e também teria sido um dos políticos que dividiu a propina de US$ 6 milhões referentes ao contrato de afretamento do navio-sonda Vitória 10.000 pela Petrobrás, em 2006.

Neste caso, além de Delcídio foram apontados como destinatários de propina o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro de Minas e Energia no governo Lula Silas Rondeau e o senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

O parlamentar vinha negando envolvimento nas irregularidades e foi preso nesta quarta-feira, 25, após ser flagrado oferecendo dinheiro para evitar a delação de Cerveró, preso desde o ano passado na Lava Jato.

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