SAIBA MAIS-Governo tem obstáculos para aprovar CPMF no Senado

Depois de conseguir aprovar aprorrogação da CPMF na Câmara, o governo terá obstáculos paraser bem sucedido no Senado, onde precisa de 49 votos entre 81senadores e tem mais dificuldade em constituir maioria. A oposição considera que, do jeito que está, com a alíquotaem 0,38 por cento, o projeto não passa no Senado, e o governonão quer nem ouvir falar em mudança, o que obrigaria seuretorno à Câmara dos Deputados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que nenhumpartido governa o Brasil sem a CPMF, e o ministro da Fazendadisse que os cerca de 40 bilhões de reais por ano do imposto docheque também interessam a oposição se ela tem perspectiva dese tornar governo na próxima eleição. Veja a seguir o que o governo terá que superar para aprovara proposta de emenda constitucional (PEC), que prorroga acobrança da CPMF até 2011. CCJ Antes de seguir para o plenário, a PEC será analisada naComissão de Constituição e Justiça, que tem 30 dias para dar oseu parecer. A relatora na CCJ será a senadora Kátia Abreu(DEM-GO), que já se manifestou contrária ao imposto e deverápropor o fim da cobrança. PRAZO Para que a cobrança da CPMF seja prorrogadaautomaticamente, o governo precisa aprová-la até 31 dedezembro. Na Câmara, o projeto tramitou por seis meses. NoSenado, terá que passar pela CCJ e por dois turnos no plenário. DEM O partido oposicionista fechou posição contra a CPMF eainda conseguiu atrair o PSDB, na Câmara. No Senado, os tucanospodem ser mais flexíveis, mas o presidente da legenda, TassoJereissati (CE), já disse que seria preciso reduzir a alíquota. RENAN Enquanto Renan Calheiros (PMDB-AL) continuar na presidênciado Senado, as votações não vão andar e a oposição já anunciouque a partir do dia 2 de novembro vai obstruir qualquervotação, caso o peemedebista não mude de posição. BASE ALIADA A base do governo apresenta fissuras e ameaça o sucesso davotação. O PMDB, maior partido da base aliada, levou o governoa ser derrotado na medida provisória que criava a Secretaria dePlanejamento de Longo Prazo, insatisfeito com a demora emnomeações. O partido deseja recuperar o Ministério de Minas eEnergia, sem titular desde a saída de Silas Rondeau e ocupadointerinamente por Nelson Hubner, homem de confiança daministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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