Sabesp promete reagir à invasão de sem-terra

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) promete entrar com ação de reintegração de posse já na segunda-feira, caso se confirme que o terreno invadido nesta manhã por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) pertence à empresa. "Embora sejamos controlados pelo governo, somos uma sociedade anônima e temos de preservar nosso patrimônio. Se for confirmado que o terreno é nosso, pediremos a reintegração de posse imediatamente", afirmou à Agência Estado o presidente da companhia, Ariovaldo Carmignani. O terreno invadido ocupa uma área de 250 hectares, na altura do km 27 da Rodovia Anhangüera, entre os munícipios de São Paulo e Caieiras. Segundo o MST, todas as 700 famílias que se alojaram na área já estão cadastradas no Programa de Reforma Agrária mas, em decorrência da demora para que fossem assentadas, não encontraram outra alternativa a não ser a invasão. Em nota oficial distribuída à imprensa, o MST informa que o grupo ficou cansado de esperar pela desapropriação de latifúndios improdutivos e, por isso, optou por ocupar "terra pública, improdutiva". A idéia do MST é transformar o local batizado como Acampamento Irmã Alberta em assentamento, garantindo para cada família três hectares de terra perto da cidade. O movimento está pedindo ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) uma vistoria de todos os terrenos da Grande São Paulo acima de 200 hectares, condição que os caracterizam como latifúndios, para que sejam desapropriados e incluídos em programas de reforma agrária.

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