Sabatina Estadão: Crivella defende atuação do Exército

O Exército não deve ser responsabilizado pela morte dos três jovens levados do Morro da Providência e entregues por militares para traficantes do Morro da Mineira, de acordo com o candidato a prefeito do Rio, senador Marcelo Crivella (PRB), autor do projeto Cimento Social de obras no Morro da Providência. A presença do Exército estava ligada às obras.Na primeira edição das sabatinas do Grupo Estado com candidatos às prefeituras do Rio e São Paulo, Crivella atribuiu toda a responsabilidade à índole do tenente Vinícius Ghidetti de Moraes, que liderava o grupo. "Não podemos culpar as Forças Armadas por um ato de um jovem", afirmou. "É uma decisão dele, da índole dele", disse. Ele lembrou que o tenente recebeu ordem superior para soltar os jovens. "O capitão disse a ele: ''solte os meninos''. A ordem militar foi perfeita. A decisão do Exército foi perfeita", disse.O senador contou que voltou ao Morro da Providência para dar os pêsames às famílias dos jovens mortos. "Não podemos abdicar de continuar as obras", disse. Ele afirmou também que quando o governo determinou que o Exército fosse para o Morro da Providência era com boas intenções. Para Crivella, culpar o Exército pelas mortes dos três jovens seria como culpar toda a imprensa pelo que considera erros de parte da mídia. Líder religiosoO senador e bispo licenciado da Igreja Universal disse, durante a sabatina, que não será um líder religioso na prefeitura. "Não vou patrulhar o carnaval", declarou Crivella. "Vou governar para todos. Tenho horror à intolerância", disse. Ele prometeu não perseguir religiões diferentes da dele e disse querer a colaboração de homens e mulheres de bem. "Podem ser homossexuais", disse.Crivella declarou amor a cada um dos membros de sua Igreja (Universal do Reino de Deus), mas disse também que não os quer em seu secretariado, se eleito, para preservá-los. "Pode ser até que tenha um evangélico, mas não será secretário por ser evangélico", disse. Segundo Crivella, "o que vai diminuir a desigualdade são políticas públicas".

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