Valter Campanato/Divulgação
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Sabatina do novo procurador-geral deve ocorrer em setembro

Rodrigo Janot é o nome indicado pela presidente Dilma Rousseff para substituir Roberto Gurgel, que deixou o cargo no último dia 15

Erich Decat, Agência Estado

20 de agosto de 2013 | 13h36

BRASÍLIA - Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o cargo de procurador-geral da República, o subprocurador Rodrigo Janot deverá ser sabatinado no Senado no início do próximo mês de setembro. A previsão é do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), que diz que dará "prioridade" ao tema. Janot substituirá Roberto Gurgel, que deixou o cargo na última quinta-feira, 15.

Segundo Vital do Rêgo, ainda falta o recebimento de toda a documentação de Janot. Depois da sabatina, os senadores deverão votar no plenário da Casa contra ou favor a indicação de Dilma.

Na escolha do novo procurador-geral, a presidente Dilma manteve a tradição de indicar o primeiro da lista tríplice encaminhada pela Associação Nacional dos Procuradores da República. Ela preferiu optar por um perfil mais neutro e, ao escolher o primeiro da lista, deixou de lado a ideia de nomear a primeira mulher para o cargo. Estavam no páreo, junto com Janot, Ela Wiecko e Deborah Duprat.

O novo representante do Ministério Público assume o cargo em momento crucial do julgamento da ação penal 470 — o processo do mensalão —, que levou à condenação de importantes figuras do PT, como o ex-ministro José Dirceu. Ele também irá atuar no chamado mensalão mineiro, que envolve diversas figuras de destaque do PSDB. Terá de atuar, ainda, em inúmeras ações abertas nos últimos dias pelo seu antecessor, envolvendo deputados e senadores.

Corpo a corpo. Janot realiza nesta terça-feira, 20, um "corpo a corpo" junto aos senadores que deverão sabatiná-lo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

O primeiro encontro de Janot foi com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na saída, limitou-se a dizer que a conversa "foi cordial". "É uma visita de cortesia para dizer que fui indicado e que estou à disposição para esclarecer qualquer dúvida que o Senado tiver", disse. Segundo Janot, também está no roteiro ir ao gabinete de outros senadores.

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