Saab afirma que não pediu extensão de prazo sobre caças à FAB

O presidente da empresa, Ake Svensson garante: 'Poderíamos ter entregue a oferta no tempo estipulado'

Victoria Klesty, da Reuters,

22 de setembro de 2009 | 15h53

A empresa sueca de defesa e aviação Saab negou nesta terça-feira, 22, que tenha pedido à Força Aérea Brasileira (FAB) uma extensão do prazo para a entrega de propostas melhoradas no processo de escolha dos novos caças do Brasil.

 

O principal executivo da Saab, Ake Svensson, disse em entrevista coletiva que a Saab cumpriria o prazo estipulado até segunda-feira, 21, quando foi notificada que o processo seria adiado por mais duas semanas.

 

Inicialmente, a FAB informou em comunicado na segunda-feira que a Saab tinha solicitado o prolongamento do prazo para apresentar sua proposta com melhorias. Mais tarde a Força Aérea esclareceu que a prorrogação foi "por solicitação das empresas concorrentes".

 

"Não fizemos esse pedido", disse Svensson. "Recebemos a informação na segunda-feira que a data tinha sido adiada para 2 de outubro. Poderíamos ter entregue a oferta."

 

As outras duas empresas finalistas do programa F-X2 da FAB, que prevê a compra de 36 caças, são a francesa Dassault Aviation, com o caça Rafale, e a norte-americana Boeing, com o F/A-18 Super Hornet.

 

O Rafale é apontado como grande favorito para vencer a disputa, principalmente após a visita do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil para as comemorações do Dia da Independência, em 7 de setembro.

 

Na ocasião foi divulgada uma nota conjunta de Sarkozy e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que os dois líderes anunciaram a abertura de negociações para a compra do Rafale pelo Brasil.

 

As empresas se recusam a divulgar valores, mas fontes ligadas ao governo francês afirmam que a proposta da Dassault, considerada a mais cara entre as três, é de cerca de 5 bilhões de euros.

 

Na semana passada, o vice-ministro da Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, veio ao Brasil e afirmou que o preço do Gripen NG é a metade do dos demais concorrentes.

 

Desde a nota de Lula e Sarkozy, dirigentes da Suécia e ds EUA tentam convencer as autoridades brasileiras a mudaram de opinião a favor de seus aviões de combate.

 

O presidente Lula já declarou que a FAB vai fazer a análise técnica das propostas, mas que a escolha final será tomada por ele com base em decisões políticas e estratégicas.

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