Russos ajudarão a investigar tragédia em Alcântara

O governo brasileiro pediu à Rússia para auxiliar a comissão técnica que investiga as causas da explosão do veículo lançador de satélite, na Base de Alcântara, no dia 22 de agosto, que matou 21 pessoas. Dois ou três cientistas daquele país virão ao Brasil, possivelmente na quinta-feira, para integrar a comissão de investigação. A decisão de convidar técnicos russos para assessorar o grupo na apuração do acidente foi comunicada pelo comandante da Força Aérea, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, na reunião extraordinária do Alto Comando da Aeronáutica, realizada na manhã de ontem, em Brasília.Os técnicos não realizarão nenhuma investigação paralela. Vão apenas fazer uma espécie de assessoramento à comissão técnica presidida pelo brigadeiro Marco Antonio Couto, vice-diretor do Centro Técnico Aeroespacial. O programa espacial russo já sofreu vários reveses, com diversos acidentes ocorridos com seus equipamentos. Por isso mesmo, de acordo com oficiais da FAB, pela experiência que eles têm em investigações de acidentes deste tipo, poderão contribuir em muitos pontos.De acordo com esses oficiais, a chegada dos técnicos russos não atrapalhará o andamento dos trabalhos da comissão, que consideram estar adiantados. Esta semana também deverão ser incorporados à comissão, os cientistas da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciência e da Sociedade Brasileira de Física, convidados a auxiliar nos trabalhos, que serão acompanhados também por um representante das famílias. Os russos deverão ir direto para São José dos Campos, em São Paulo, para onde foram levadas partes importantes do foguete que explodiu.Falha humana - Depois das primeiras avaliações, oficiais da FAB começam a considerar que o acidente foi provocado por algum tipo de falha humana, uma vez que até agora não foi encontrada nenhuma explicação considerada plausível para a corrente elétrica que fez detonar a explosão, até agora considera "um mistério". Embora não deixem de investigar, os militares não consideram viável a hipótese de sabotagem, levantada a princípio.» Entenda como foi o acidente

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.