Russomanno nega troca de coordenadores de campanha

Informação de que partido iria procurar nomes conhecidos para elaborar programa de governo é ‘fofoca nova’, afirma candidato; ausência de propostas é alvo de críticas

Ricardo Chapola, de O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 18h35

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, negou nesta quarta-feira, 26, que vai alterar peças de sua coordenação de campanha para agregar mais credibilidade ao seu programa de governo. Segundo matéria publicada pela Folha de S.Paulo, a procura por um nome de peso seria uma tentativa de aplacar críticas que Russomanno exercendo de não ter densidade em suas propostas. O candidato afirmou que a informação é "fofoca nova".

"Cada dia uma fofoca nova. Eu acho que não tem o que publicar e cada um publica uma coisa. Vou ficando surpreso com as coisas que leio no jornal. Faz parte, né? Alguém tem que escrever alguma coisa em relação líder das pesquisas", disse o candidato durante visita ao terminal de Carga Fernão Dias, na zona norte da capital.

Russomanno garantiu que não vai mudar coordenadores da equipe, porque disse que ela já está "bem montada". "Minha equipe de campanha está muito boa, a equipe está bem montada", afirmou.

O staff responsável pela elaboração das propostas é composto, segundo o candidato, por mais de 60 pessoas, sendo entre 15 e 16 coordenadoras divididas por setor. Grande parte, afirmou, são funcionários da Prefeitura. É o caso do atual coordenador do programa de governo, o jornalista Carlos Baltazar. Ele trabalha na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Sigilo. O candidato do PRB disse que está discutindo com a campanha se vai ou não divulgar os nomes dos técnicos da equipe. Afirmou que eles sofrem perseguição da atual administração e que por isso quer preservá-los. Um deles, segundo Russomanno, foi obrigado a tirar férias para continuar trabalhando na campanha e que estava sendo perseguido por isso.

"A maioria é da Prefeitura. São pessoas altamente capacitadas, mas que estão esquecidos. Um dos que faz parte da minha campanha, foi obrigado a pedir férias para poder continuar na campanha porque estava sendo perseguido. É justo isso?" Ainda em defesa de seus técnicos, Russomanno disse que eles não são obrigados ao voto de cabresto. "Não é justo que as pessoas sejam perseguidas, as pessoas têm o direito de escolher em quem votar e têm opção também de trabalhar criando planos de governo com o candidato que acharem melhor. Eles não são obrigados ao voto de cabresto, obrigados a comparecer em atos públicos de determinado candidato que está no governo."

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