Russomanno muda tom e elogia Bilhete Único do PT

Antes crítico da proposta petista de criar o Bilhete Único Mensal, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou nesta terça-feira que adorou a ideia que é uma das principais bandeiras da campanha do adversário Fernando Haddad (PT). A mudança de tom ocorreu após o ex-deputado ter sido criticado pelo petista, que o cobrou de não conhecer as finanças da cidade. Os dois protagonizaram no debate RedeTV/Folha da última segunda-feira, 3, um confronto direto no qual Haddad questionou Russomanno sobre suas contrariedades à proposta.

RICARDO CHAPOLA, Agência Estado

04 de setembro de 2012 | 21h10

Um dia após o candidato petista apresentar seu programa de governo, em 13 de agosto, Russomanno criticou o Bilhete Único Mensal, proposto por Haddad, e disse que seu partido não trabalha com "obras faraônicas". O candidato afirmou que o projeto vai além das condições financeiras da cidade e prometeu respeitar o orçamento municipal.

Russomanno, no entanto, voltou a pedir ao ex-ministro que prove a viabilidade da proposta. Disse que, se for viável, será o primeiro a implantar o Bilhete Único de Haddad. Ele também negou desconhecer as finanças municipais. "Não (demonstrei desconhecimento). Adorei a ideia, se for viável eu sou o primeiro a implantar. Só pedi para que ele me apresentasse um estudo de viabilidade e volto a repetir: se houver um estudo de viabilidade e for possível, eu sou o primeiro a fazer, sem problema nenhum", declarou o candidato durante visita ao Mercado Municipal do Ipiranga, na zona Sul da capital.

O ex-deputado repetiu que não pode fazer propaganda enganosa.

Questionado se mudará a estratégia de não revidar aos ataques caso seja mais torpedeado na campanha, Russomanno disse que não: manterá postura, sob argumento de que não quer baixar o nível do debate. Para ele, não é questão de calar e consentir.

"Se eu for alvo de ataques, eu não vou responder, eu não vou baixar o nível da campanha. Acho que a campanha tem que ter o mais alto nível", afirmou. "Não é uma questão de calar e consentir. E sim má questão de que, muitas vezes, as denúncias são falsas, são mentirosas, são impróprias, e eu não vou me baixar neste nível. Quem quer fazer campanha de baixo nível, vá procurar outro candidato para discutir, não vai ser comigo".

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