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Análise: Russomanno, Marta e Haddad têm chances de conquistar vaga

Pelo menos quatro fatores tornam impossível prever quem será o adversário de João Doria (PSDB) no segundo turno paulistano: diferenças pequenas demais entre os candidatos, a queda continuada de Celso Russomanno (PRB), a chance de “voto útil” a favor de Marta Suplicy (PMDB) e/ou Fernando Haddad (PT) e o desconhecimento do número do candidato por muitos eleitores.

José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2016 | 21h15

Em 2012, Russomanno perdeu cinco pontos entre a pesquisa de véspera e a urna. Acabou fora do segundo turno. Desta vez, apresenta a mesma trajetória, tanto no Ibope quanto no Datafolha. Cada ponto que ele perde vai para seus adversários diretos pela vaga no turno final. Conta dobrado.

Dos três candidatos que disputam a segunda vaga no segundo turno, Haddad apresenta a tendência mais forte de crescimento no Datafolha. No Ibope, o atual prefeito e Marta têm trajetória semelhante. A pesquisa do Datafolha foi feita na sexta e no sábado. A do Ibope, nos últimos três dias.

Além das diferenças de aceleração entre os candidatos, há um outro fator de incerteza que as pesquisas de véspera não captam: a chance de eleitores que declaram voto em Luiza Erundina (PSOL) mudarem sua escolha na última hora. O PT faz campanha para eles votarem “útil” em Haddad para evitar um segundo turno sem um candidato de “esquerda”. Do mesmo modo, o PMDB faz campanha pelo voto “útil” em Marta para evitar um Doria x Russomanno.

Finalmente, há a possibilidade de erro. Muitos eleitores de Marta – que sempre digitaram 13 para votar nela – não sabem que seu novo número é o 15.

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