Russomanno mantém estratégia apesar de liderança

No dia em que figurou na liderança das intenções de voto do eleitorado paulistano pela primeira vez, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, pregou a humildade, dizendo que, mesmo na liderança, apontada pela pesquisa Datafolha, a postura de sua campanha será como "se estivesse em último lugar". Questionado se com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, no qual terá apenas 2m12s, poderá levar desvantagem em comparação com adversários do porte de José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que terão mais do dobro do tempo, com mais de 7 minutos cada, Russomanno disse que está tranquilo e que não mudará nada. "Não mudaremos a nossa estratégia, que é a mesma: andar pelas ruas. O que estamos fazendo está dando certo", reiterou.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

21 de agosto de 2012 | 12h14

A pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça-feira, aponta Russomanno com 31% das intenções de voto, seguido de Serra, com 27%. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Em terceiro lugar está Fernando Haddad, com 8%, seguido de Gabriel Chalita (PMDB) com 6%, Soninha Francine (PPS) com 5% e Paulinho da Força (PDT), com 4%.

Ao lado da mulher, Lovani, grávida de oito meses, e do seu vice, Luiz Flávio Borges D''Urso, Celso Russomanno concedeu entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira, rebatendo com bom humor as análises de cientistas políticos de que com o início da propaganda eleitoral, sua candidatura vai desidratar. "Eu estou mais magro de tanto andar nas ruas. Essa é a única desidratação que acredito. O resto (do que disseram) eu ouvi e o resultado foi diferente do que todos os analistas disseram."

Na nova sede do seu comitê de campanha, próximo à Avenida Paulista, um aglomerado de quatro prédios, com valor de aluguel de R$ 85 mil mensais, de acordo com o presidente do Diretório Municipal do PRB, Aildo Rodrigues Ferreira, Russomanno afirmou que pretende tornar São Paulo "uma cidade pujante na geração de empregos", trabalhando em parceria com o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, para combater a violência. Para ele, a prioridade de sua eventual administração será, além da segurança, a saúde.

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