Russomanno garante que sairá candidato nas eleições em SP

Pré-candidato do PRB disse que ainda discutirá com os aliados a vaga da sua vice

Ricardo Chapola, do estadão.com.br - Texto ampliado às 23h,

28 Maio 2012 | 17h33

SÃO PAULO - Abrindo o ciclo de sabatinas na Rede Record, o pré-candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, garantiu nesta segunda-feira, 28, que manterá a candidatura própria. Com o discurso apoiado em sua boa colocação nas pesquisas - figura na segunda posição, atrás apenas do tucano José Serra -, Russomanno já se projeta para o segundo turno. "No segundo turno, meu candidato sou eu", disse.

Sem fechar a chapa, Russomanno afirmou que a questão da vice ainda está na mesa para ser debatida com seus aliados. "(A vice) será de alguém da base. Estamos ainda conversando com os aliados sobre isso. Queremos alguém de qualidade", declarou.

Russomanno, no entanto, ainda investe em reforçar seu quadro de aliados para ampliar sua exposição na TV e para o segundo turno. As conversas são mantidas, por exemplo, com o pré-candidato do PT, o ex-ministro Fernando Haddad. Além dele, com Gabriel Chalita, do PMDB. Recentemente, o PHS - primeiramente para ser cotado para compor a coligação peemedebista - fechou acordo com o PRB. A mudança teria gerado mal estar entre o PMDB e o PRB.

Problema deles. Questionado sobre suas relações com o deputado federal Paulo Maluf (PP), Russomanno preferiu ser lacônico nas críticas ao presidente de seu antigo partido. Seu desligamento do PP foi provocado pelo desgaste com Maluf, que, segundo Russomanno, o privava de espaço político.

"Maluf agora é problema do PSDB", declarou, ao fazer menção do acerto do parlamentar a favor da campanha do tucano José Serra.

Propostas. Russomanno defendeu uma reformulação das políticas públicas voltadas para o transporte. Uma de suas bandeiras, declarou, será o compartilhamento de táxis, através da redução de taxas. Criticou também a "militarização" das subprefeituras, sistema da gestão do prefeito Gilberto Kassab, baseado na eleição de coronéis como líderes locais. Segundo ele, a descentralização mal sucedida presente na atual administração sobrecarrega a Prefeitura.

Gianazzi. Outro sabatinado foi o pré-candidato do Psol, Carlos Gianazzi. Com críticas ao que chamou de "falsa polarização" das eleições paulistanas entre o PT e o PSDB, Gianazzi propôs a adoção de uma política socialista, voltada para canalização de recursos aos programas sociais. Em algumas áreas, o socialista também não descarta o emprego de capital estrangeiro como forma de subsídio.

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