Felipe Rau/AE
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Russomanno diz que vai fazer auditoria nas contas da prefeitura e promete modelo de transparência

Candidato negou ser um 'fenômeno eleitoral' e defendeu ação da Guarda Civil Metropolitana na segurança

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

29 de agosto de 2012 | 17h13

Em continuidade à série Entrevistas Estadão, nesta quarta-feira, 29, o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, afirmou que fará auditoria nas contas da prefeitura e prometeu um modelo de gestão baseado na transparência: "Não sou perseguidor ou caçador de bruxas, mas vamos inaugurar um novo modelo de transparência com acesso a qualquer ato da prefeitura na internet". O candidato se exaltou quando questionado a respeito de sua relação com o dono da empresa Dolly e sobre o uso de passagens aéreas com familiares na época de parlamentar, e enfatizou ser "uma pessoa que não pratica ilegalidades".

O candidato afirmou que foi procurado por Laerte Codonho, dono da Dolly, com uma denúncia de concorrência ilegal da Coca-Cola, e negou ter beneficiado a empresa brasileira na mediação do caso. "Quem resolveu o problema de defesa do consumidor fui eu", declarou. Na época, Russomanno atuava como parlamentar na Comissão de Defesa do Consumidor, e declarou que, anos depois se tornou amigo de Laerte, quem descreveu como um "lutador" e "ter orgulho da amizade".

Em tom exaltado, Russomanno também negou quaisquer irregularidades quando usou as passagens aéreas parlamentares com familiares. "Eu usei a passagem como eu queria usar, estava no meu nome. Se eu não usasse meu crédito, não iria voltar para a Câmara". O candidato justificou que já devolveu 200 mil reais em passagens e afirmou ser um "legalista".

Russomanno disse que sua campanha conta com poucos recursos, mas em determinados segmentos, como empresas de transporte ou de coleta de lixo, evita buscar doações, porque pretende alterar o sistema na prestação de serviços. "Quem quiser me dar apoio, vai ser na construção de um novo modelo".

Russomanno ainda falou que como líder nas pesquisas de intenção de votos é alvo dos outros candidatos e refutou que seja um "fenômeno eleitoral", se rotulando como um "homem do povo". O entrevistado declarou que não vai "baixar o nível da campanha ou fazer ataques pessoais".

Propostas. O candidato prometeu que a primeira mudança que realizará, caso eleito, é na saúde: "Vou fazer com que os médicos cheguem à periferia e um mutirão para que as pessoas consigam realizar consultas e exames". Russomanno contou que perdeu sua mulher por falta de atendimento médico, e por isso, conhece quais são os problemas da saúde. "Não vou permitir que as pessoas passem pelo o que eu passei", afirmou.

Na segurança, Russomanno defendeu a reativação da Guarda Civil Metropolitana e sua ação integrada com a Polícia Civil. "A Guarda Metropolitana está totalmente abandonada, desmotivada, com uniformes velhos". Embora tenha prometido que haverá controle do abuso da polícia, o postulante defendeu a revista de indivíduos, mesmo sem motivo específico, apenas por desconfiança de portar arma ou droga: "A gente tem que decidir se quer segurança ou não".

Russomanno afirmou que quer trazer o sistema de monitoramento dos semáforos na cidade do Rio de Janeiro para a capital paulista e ampliar a iluminação da cidade para controlar a violência.

Classificando as ciclovias de São Paulo como "valas" e as faixas do bairro de Moema como "remendos", o candidato prometeu a construção de ciclovias e o incentivo ao uso da bicicleta. Russomanno propôs para o transporte público mais corredores de ônibus e coletivos com pisos baixos e ar-condicionado.

Próximos entrevistados. Na quinta-feira, 30, será a vez de Fernando Haddad (PT) responder às perguntas dos jornalistas do Grupo Estado e apresentar seu programa de governo. O candidato José Serra (PSDB) foi convidado para a sexta-feira, 31, mas ainda não confirmou presença.

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