Russomanno diz que gostaria de ter Haddad como vice

Pré-candidato do PRB se apoia no resultados das pesquisas de opinião de voto para justificar sua candidatura

Rafael Moraes Moura, Ricardo Ricardo Brito e Tânia Monteiro

02 de março de 2012 | 12h24

O pré-candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, disse nesta sexta-feira, 2, que "absolutamente nada" o fará desistir da candidatura, considerando um "suicídio" deixar a campanha no momento em que aparece bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Russomanno ensaiou também uma aproximação com o petista Fernando Haddad, ao dizer que vê "com bons olhos" o ex-ministro da Educação como vice na sua chapa. O comentário foi feito um dia depois de Russomanno se encontrar com o vice-presidente da República, Michel Temer, e sinalizar uma dobradinha com o pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita.

Russomanno é enfático quando o assunto é a desistência da sua candidatura. "Nada, absolutamente nada. Vamos seguir com a candidatura própria". "Mantenho a candidatura, o PRB mantém a candidatura, composição existe em todos os sentidos, todos os partidos precisam de composição, e o PRB sai com candidatura própria e eu na cabeça de chapa", disse o pré-candidato do PRB, ao participar da cerimônia de posse do novo ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella (PRB-RJ), no Palácio do Planalto.

"Do jeito que estou nas pesquisas, é um suicídio não continuar. Uma coisa é o PRB na base de sustentação da presidente Dilma Rousseff, a outra são os acertos políticos para a campanha municipal", disse Russomanno. De acordo com ele, nem um pedido da presidente seria capaz de fazê-lo desistir do planos.

A substituição no comando da Pesca é uma forma da presidente Dilma Rousseff reduzir os atritos com a bancada evangélica e fortalecer a candidatura de Haddad à prefeitura - o petista tem sido alvo de críticas de religiosos por conta do kit anti-homofobia preparado durante sua gestão no Ministério da Educação.

O pré-candidato do PRB disse que vê com "bons olhos" ter Haddad como seu vice. Já em relação a uma composição contrária - ser vice de Haddad - o tom foi outro. "Por enquanto, não (vejo com bons olhos), porque estou muito bem nas pesquisas".

Russomanno disse ainda não temer o uso da máquina do Palácio do Planalto a favor de Haddad: "O Brasil já demonstrou várias vezes que ter a máquina na mão não é o suficiente pra se ganhar uma eleição. Em São Paulo, é um exemplo disso, houve candidaturas que, com a máquina na mão, perderam a eleição. O que importa é como o candidato é visto pela população."

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