Russomanno critica Haddad e diz que não fará 'obras faraônicas'

Candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo diz que seguirá a política do 'pé no chão', dentro do orçamento

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2012 | 16h03

SÃO PAULO - Um dia depois de o adversário Fernando Haddad (PT) ter apresentado seu programa de governo, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, criticou nesta terça-feira, 14, os projetos "faraônicos" do petista para a capital. O mote de Haddad é a promessa de investir R$ 20 bilhões em obras públicas, caso seja eleito prefeito, com a ajuda do governo federal.

 

"Nós não trabalhamos com nada faraônico, trabalhamos com o pé no chão. Vamos trabalhar dentro desse parâmetro: pé no chão", comentou Russomanno, após encontro com sindicalistas no Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (SINICESP), no centro da capital.

 

Russomanno ainda acusou o petista de fazer propostas que estão além da capacidade financeira da cidade e prometeu respeitar o orçamento municipal. "Vamos trabalhar com a infraestrutura necessária, com o que se pode fazer dentro do orçamento", afirmou.

 

Sobre seu programa, pouco foi revelado. O candidato disse apenas que as informações serão apresentadas em breve. No setor de infraestrutura, o ex-deputado sinalizou uma dinâmica de continuidade com o que a atual administração já começou. "Não se constrói destruindo o que já está em andamento", disse Russomanno, adiantando que pretende desarquivar projetos considerados por ele muito bons, mas não aproveitados pela gestão Serra-Kassab.

 

Das obras previstas no texto de seu programa, Russomanno adiantou que dará ênfase nas de combate às enchentes e nas melhorias para a mobilidade urbana. O candidato prometeu construir corredores e investir no transporte público.

 

Diferente. O SINICESP já recebeu outros candidatos na sucessão municipal: Gabriel Chalita (PMDB), Soninha Francine (PPS) e Fernando Haddad (PT) já se reuniram com a os diretores para apresentar propostas ao setor. O ritual foi o mesmo: uma apresentação no auditório do sindicato, com a presença de sindicalistas e da imprensa.

 

Russomanno foi recebido fora da regra. Foi feita uma reunião fechada apenas com a diretoria. Não foi permitida a entrada na imprensa. 

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