Czarek Sokolowski/AP
Czarek Sokolowski/AP

Rússia x Ucrânia: Veja o que os presidenciáveis dizem do conflito

Jair Bolsonaro, Lula, Sérgio Moro, João Doria, Simone Tebet, Luiz Felipe d'Avila, Alessandro Vieira e Eduardo Leite já se manifestaram sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2022 | 08h21

O manifesto conjunto de presidenciáveis da terceira via em apoio à Ucrânia é o mais recente posicionamento de pré-candidatos brasileiros a respeito da guerra no país europeu. Desde o primeiro dia da invasão, políticos brasileiros usam as redes sociais para comentar o conflito e cobram do presidente Jair Bolsonaro (PL) que repudie a ação militar da Rússia

“Pedimos ao governo brasileiro que se posicione, unindo-se às nações que defendem a soberania da Ucrânia e a solução pacífica do conflito”, publicou o pré-candidato João Doria (PSDB) nesta terça-feira, 1º. O tucano classificou a invasão do país pela Rússia como uma “tentativa condenável de mudar o status quo da Europa por meio da força”. 

A presidenciável Simone Tebet (MDB) também foi às redes cobrar o governo federal. Segundo a senadora, o País deveria apoiar a Ucrânia porque a política externa brasileira sempre foi pautada “pela defesa da paz, da soberania nacional e da legitimidade da ordem internacional”. “Quando esses princípios cardeais são violados, não há espaço para neutralidade”, escreveu ela. 

No último domingo, 27, o presidente Bolsonaro afirmou que a posição do Brasil diante do conflito é neutra. O chefe do Executivo também disse que não defende “nenhuma sanção ou condenação ao presidente Putin”, com quem ele se encontrou em fevereiro, dias antes de irromper a guerra. 

Acenando à fala do chefe do Planalto, o pré-candidato Felipe d’Avila (Novo) afirmou que “populistas” de direita e de esquerda defendem a neutralidade porque não têm coragem de apoiar o presidente russo abertamente. 

Alessandro Vieira, presidenciável do Cidadania, minimizou a importância de um posicionamento oficial do Brasil no conflito. Segundo ele, a opinião de Bolsonaro seria irrelevante. “As pessoas cobrando posicionamento do Bolsonaro (...). É sério? Claro que tem toda a questão humanitária e diplomática, mas na real a posição dele é 100% irrelevante lá fora. Aliás, é cada vez mais irrelevante aqui dentro também, pois quem manda é o Centrão”, publicou ele.

O governador Eduardo Leite (PSDB), possível aposta do PSD para a disputa pelo Planalto, foi na mesma linha que os presidenciáveis e adotou posicionamento favorável ao país invadido. “Não há dúvida de que lado ficar quando se trata de agressão à democracia ocidental e à soberania de uma nação”, escreveu.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também condenou a guerra, mas evitou mencionar a Rússia diretamente e direcionou suas críticas à Organização das Nações Unidas. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira, o petista defendeu que o Conselho de Segurança da entidade passe a abranger mais países, argumento que ele já havia proferido dias antes. “A humanidade não precisa de guerra, o povo precisa de paz, emprego, renda e educação”, publicou ele. Na semana passada, o perfil oficial do PT no Senado fez uma postagem culpando os Estados Unidos e a Otan pela ação militar da Rússia, evidenciando apoio a Putin. A publicação foi excluída após alguns minutos.

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