Ruralistas preparam resistência a ação do MST em SP

Ruralistas de Bauru, no interior de São Paulo, estão se organizando para resistir ao cerco do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) às fazendas da região. As terras do centro-oeste do Estado são o mais novo alvo das ações do movimento no Estado. Desde o ano passado, 12 propriedades rurais foram invadidas por integrantes do MST.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

27 de abril de 2010 | 19h16

Três invasões ocorreram durante o "Abril Vermelho" deste ano. As áreas continuam ocupadas, mas a Justiça já concedeu reintegração de posse para duas delas.

Proprietários das terras invadidas reuniram-se hoje no Sindicato Rural de Bauru para estudar medidas contra as ações dos sem-terra. "Vamos nos valer de todos os recursos jurídicos possíveis", disse o presidente Maurício Lima Verde Guimarães. Segundo ele, o MST não poupa nem pequenas propriedades.

O presidente do sindicato alertou os associados para evitar confronto com os invasores. O sindicato ofereceu apoio jurídico. Guimarães pediu também ao comando da Polícia Militar agilidade no cumprimento das ordens de despejo.

O dirigente nacional do MST, Gilmar Mauro, informou que a região possui muitas terras públicas griladas, por isso atrai famílias para os acampamentos. Segundo ele, o governo precisar dar uma resposta sobre os 40 mil hectares de terras da União que foram indevidamente ocupadas por empresas de reflorestamento, cana-de-açúcar e suco de laranja na região.

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