Ruralistas lançam maio verde em resposta ao abril vermelho

O Movimento Nacional de Produtores (MNP), entidade com sede em Campo Grande, informou nesta sexta-feira que 48 entidades de seis Estados já aderiram ao "maio verde", movimento que se contrapõe ao "abril vermelho" deflagrado pelo MST. De acordo com o presidente da MNP, João Bosco Leal, o objetivo é informar a população sobre o que é o agronegócio e como ele ?sustenta? a economia. ?Não vamos ficar reclamando do que nos atrapalha, vamos mostrar o lado bom do agronegócio?, disse. A principal ação será uma caravana a Brasília, em data a ser definida, quando divulgarão um manifesto. ?Preferimos o verde da esperança, do progresso ao vermelho da destruição?, disse Leal.Para ele, o "abril vermelho", abalou o País e a imagem do Brasil no exterior, além de afugentar os investimentos estrangeiros. ?Fica o saldo de um País que permite que criminosos façam declarações desse tipo e fiquem soltos. O pior: fazem as declarações e cumprem.? Dentre as ações do MST e outros movimentos de sem-terra ao longo do mês passado, Leal achou mais revoltante a invasão de áreas produtivas. ?Se é crime, por que não vão presos? Então, vamos rasgar logo a Constituição e jogar fora.? Para o presidente da MNP, uma pane no agronegócio brasileiro afetaria o mundo todo. ?Não podemos permitir que continue esse desrespeito ao produtor rural, que tanto tem feito por este País?, afirmou. ?Somos massacrados pelo descaso, sobretudo do Executivo.? O dirigente avalia que a tendência é crescer cada vez mais o apoio ao maio verde.

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