Ruralistas gaúchos acampam para evitar vistoria do Incra

Cerca de 50 produtores rurais do Rio Grande do Sul montaram acampamento e permanecem em vigília desde terça-feira na estrada vicinal que liga a cidade de Bagé à localidade de Palmas para protestar contra o levantamento fundiário que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está fazendo na região para identificar uma área quilombola.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

07 de abril de 2010 | 19h16

"Uma assembleia de produtores decidiu não assinar notificações e não receber agentes do Incra para vistorias", avisou o agropecuarista Antenor Teixeira, participante da mobilização. Segundo o produtor, a comunidade negra tem terras na região e convive em paz com os agricultores, proprietários de pequenas áreas, inferiores a 150 hectares.

O Incra reconhece que cerca de 100 famílias quilombolas usam 400 hectares na região, mas alega depender do levantamento fundiário para saber os limites exatos da área a ser titulada e se há necessidade de indenizações. A assessoria do órgão lembra que os estudos incluem pesquisa histórica e consultas aos vizinhos, que terão prazos para eventuais contestações no caso de se sentirem prejudicados.

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