Ruralistas criticam prioridade do TJ para o Pontal

A decisão da presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo de dar prioridade ao julgamento de ações que envolvem conflitos de terras na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do Estado, está sendo criticada por líderes ruralistas da região.O presidente do Sindicato Rural de Presidente Venceslau, Almir Soriano, atacou particularmente o fato de o governador Geraldo Alckmin ter solicitado a prioridade: ?Foi um pressão explícita do Executivo sobre o Judiciário?, disse Soriano. ?Isso fere o princípio da independência entre os poderes ? um dos princípios básicos da democracia.?Soriano, que também faz parte da Comissão de Assuntos Fundiários da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), disse que teme o pré-julgamento das ações que envolvem disputas no Pontal: ?O governador promete resolver os conflitos na região até o final do ano, como se já tivesse certeza de que as vai ganhar todas ações, quando ainda se discute na Justiça se as terras que reivindica pertencem mesmo ao Estado?.O presidente da União Democrática Ruralista (UDR) na região do Pontal, Luís Antonio Nabhan Garcia, também fez referência à quebra da independência entre os poderes: ?Não se deve aceitar qualquer interferência no Judiciário. É estranho querer rapidez só nesses processos, que devem ser julgados com serenidade.?A região do Pontal do Paranapanema está entre as mais conflituosas do País.

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