Wilton Júnior/AE
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Rumor de arrastão fecha comércio em Teresópolis

'Esses boatos são lamentáveis', diz vice-governador; regiões da cidade continuam isoladas

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2011 | 14h54

RIO - Boatos de um arrastão e até do rompimento de uma barragem levaram ainda mais apreensão aos moradores e aos bombeiros e policiais que trabalham na contenção dos problemas criados pela chuva na Região Serrana.

 

No centro de Teresópolis, na chamada Calçada da Fama, a área comercial mais movimentada da cidade, houve um assalto a uma loja. Mas a notícia que se espalhou é de que tinham ocorrido vários saques, arrastão e até tiroteio. Comerciantes fecharam as portas e, com medo, demoraram a reabrir.

 

Em Nova Friburgo, informações infundadas sobre o rompimento de uma barragem provocou correria no centro, com gente afobada chorando, com crianças nas mãos, procurando prédios mais altos para se abrigar. Motoristas abandonaram seus carros; alguns voltaram na contramão.

 

"Não existem problemas com barragens. Mesmo que se rompesse, a água não chegaria ao centro, não inundaria a cidade. Esses boatos são lamentáveis", disse, no início da tarde, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que está em Friburgo há três dias e tenta tranquilizar a população traumatizada.

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Ontem à noite, 225 homens da Força Nacional de Segurança - policiais militares, bombeiros, agentes da Polícia Civil - foram deslocados para a Serra por tempo indeterminado. São três seus tipos de atuação: policiais militares farão o policiamento ostensivo, para dar segurança à população; 80 bombeiros especialistas em terrenos montanhosos vieram ajudar em buscas e salvamentos; peritos vão trabalhar na identificação de corpos.

 

O diretor da Força Nacional, major Alexandre Augusto Aragon, não quis fazer comparações com o trabalho na tragédia em Santa Catarina três anos atrás, mas disse que a intensidade da enxurrada na Região Serrana é maior.

 

 

Texto atualizado às 17h45.

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