Rumo de caso do grampo se define nesta 3ª-feira

Parecer recomendando a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), envolvido em esquema de escutas telefônicas ilegais, deve ser apresentado nesta terça-feira ao Conselho de Ética do Senado.A grande dúvida no Congresso é se o relator da sindicância que apura as denúncias, senador Geraldo Mesquita (PSB-AC), estabelecerá, em seu parecer, a indicação de cassação de mandato de ACM, pena máxima prevista para a falta ao decoro.Na disputa política no Conselho de Ética, cada grupo envolvido na investigação tenta fazer valer sua tese: um considera que basta aplicar uma pena mais branda, como advertência ou suspensão do mandato de ACM por até um ano; e outro que só vê uma forma de punir o senador baiano envolvido no escândalo do grampo: a perda de mandato.Para este último grupo, não se pode fixar uma pena branda para este caso, porque é gravíssima a acusação de que ACM, por intermédio da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, determinou que fossem grampeadas dezenas de linhas telefônicas, entre elas as dos deputados Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Nelson Pellegrino (PT-BA), adversários do PFL baiano, e as do casal de advogados Plácido Faria e Adriana Barreto, ex-namorada do senador pefelista.Além disso, pesa contra ACM o fato de ele já ter sido alvo de denúncia de prática criminosa, a da quebra do sigilo do painel eletrônico de votação do Senado. O senador Antonio Carlos seria, portanto, reincidente.Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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