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Rui Falcão nega crise no PT e diz que partido se reunirá para refletir sobre conjuntura

Presidente do partido revela que a legenda vai se reunir após os protestos deste domingo para avaliar próximos passos

Gabriela Lara, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2015 | 12h57

PORTO ALEGRE - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou que haja qualquer tipo de crise no partido, mas disse que pretende aproveitar o debate em torno do 5º Congresso Nacional do PT - que ocorrerá nos dias 11 e 14 de junho - para fortalecer a legenda. "Vamos tomar medidas de ajuste, renová-lo. O Brasil muda, o PT muda com o Brasil", falou em conversa com jornalistas neste sábado, ao chegar a evento na capital gaúcha. 

O presidente petista disse que o partido vai se reunir após os protestos deste domingo para avaliar os próximos passos a serem tomados. "Existe um calendário, sim, no final do mês eu pretendo chamar todos os presidentes estaduais (do PT) para uma reflexão sobre a conjuntura, e nós vamos multiplicar esses atos. O nosso povo está indo para a rua", afirmou.

Ele explicou que também existe a intenção de construir um "bloco político maior do que o PT", com a participação de entidades, organizações e partidos de esquerda, para avançar na reforma política e em outros projetos que o partido apoia, como a democratização dos meios de comunicação. "Nós não vamos ser nunca linha auxiliar da oposição, mas também não somos beija-mão da situação. Temos nossa independência, nossa autonomia, e queremos ajudar o governo a avançar."

Perguntado sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas discussões sobre os rumos do partido, Falcão disse que Lula é a maior liderança nacional do Brasil. "Ele é a maior liderança que o País já produziu. Ele tem dialogado conosco, com a presidente (Dilma Rousseff), tem uma intuição política notável", falou.

Falcão chegou à capital gaúcha na manhã deste sábado para participar de um seminário organizado pelo PT do Rio Grande do Sul. O ex-governador gaúcho Tarso Genro também está presente, assim como deputados federais e estaduais. O evento é fechado à imprensa.

Protestos. Rui Falcão também afirmou que o partido não está "apreensivo" com os protestos previstos para este domingo no País contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a legenda encara esse tipo de manifestação com naturalidade. "O que nós achamos que não podemos permitir é que haja violência, estímulo ao quebra-quebra e rompimento da legalidade, porque houve uma eleição. Quem quiser mudar a presidente deve esperar 2018", disse.

O presidente do PT argumentou que não existe "nenhuma base" para se discutir um processo de impeachment. "Não há um fato jurídico, um fato concreto que motive qualquer pedido de impedimento, e do ponto de vista político menos ainda porque as pessoas relutam em falar nisso", disse, acrescentando que as instituições no País estão funcionando a pleno vapor, punindo corruptos e corruptores. "Quem não quer a presidente, quem não quer o nosso governo, espere até 2018 para disputar nas urnas."

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