Rui Falcão defende investigação contra Demóstenes

Presidente nacional do PT negou que partido possa fazer acordos políticos para evitar que processo chegue a petistas

Felipe Frazão, O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2012 | 16h43

SÃO PAULO - O deputado estadual Rui Falcão (PT) disse na manhã desta terça-feira, 10, que defende a formação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as relações entre o senador Demóstenes Torres (DEM) e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Presidente nacional do PT, Falcão afirmou que o partido já recolhe assinaturas para a formação da comissão. O deputado negou que o PT possa fazer acordos políticos para evitar que a investigação chegue a petistas.

"Já existe uma CPI proposta pelo deputado Protógenes Queiroz (PC do B) na Câmara. Estamos preferindo uma CPI mista, porque envolve o Senado também", afirmou Falcão. "Queremos ver todas as vinculações da organização criminosa."

A defesa do senador Demóstenes Torres (DEM) tenta anular como provas as gravações obtidas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Os advogados recorrem ao no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Se ele conseguir esse tipo de manobra jurídica, a nós interessa esclarecer tudo. A consideração das gravações como eventual prova ilegítima não impede o processo político", disse Falcão.

Falcão reconheceu que há suspeitas sobre o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), mas lembrou que elas também atingem o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Sobre outro partidário supostamente envolvido nas denúncias, Falcão disse que soube pela imprensa de um telefonema entre Olavo Noleto, subchefe de assuntos federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, e Wladimir Garcez, empresário preso pela PF e apontado como número dois de Cachoeira.

"Ainda que qualquer pessoa do PT possa ter ligação, telefonemas e tal, queremos ver tudo apurado. Até para que não pesem suspeitas indevidas sobre gente do PT", defendeu Falcão.

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