Rota não vai tolerar toque de recolher, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou hoje que não vai tolerar a atitude do crime organizado em São Paulo de tentar impor um "toque de recolher" no Estado. "A Rota não vai permitir isso. Vai agir e prender imediatamente. Quem fizer isso vai para a cadeia", disse ele. Ele lembrou que São Paulo conta hoje com 130 mil policiais, um número maior que o efetivo da Marinha e Aeronáutica. Dentro de pouco tempo, acrescentou, o número de policiais do Estado de São Paulo será maior que o total do Exército Brasileiro.OrçamentoAlckmin vai pedir à bancada paulista que assegure no orçamento do próximo ano R$ 80 milhões para a construção de novas unidades prisionais, R$ 100 milhões para obras contra enchentes e recursos para a compra de equipamentos de hospitais. O governador disse que vai cobrar do presidente Fernando Henrique Cardoso a liberação de recursos ainda este ano para as obras para evitar enchentes. EspeculaçãoAlckmin definiu como "uma grande especulação" a variação do dólar ocorrida ontem em função das notícias sobre a dívida da prefeitura de São Paulo - a prefeitura deixou de pagar uma parcela referente à amortização de parte de sua dívida com a União, opção que estava prevista em contrato e que garantiria juros menores. Com o não-pagamento, haverá um aumento de juros sobre o saldo devedor.O contrato da União com o governo estadual também incluía tal opção. Alckmin, porém, decidiu pagar a parcela, pois o Estado tinha ativos suficientes para pagar sua parte da dívida. Já a prefeitura, comentou, dispõe de poucos ativos com liquidez. Ele deu como exemplo o autódromo de Interlagos. que não teria um valor expressivo para o abatimento da dívida.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.