Rosso se emociona e pede 'união' ao tomar posse no DF

O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), se emocionou no seu discurso de posse, que durou cerca de 15 minutos. "Não é hora de apostar no fracasso. A hora é de união. Foi um esforço inédito de união que nos trouxe até aqui. Pela primeira vez um grupo tão expressivo de partidos superou diferenças, abriu mão de vaidades pessoais, para dar legitimidade a um governo local", disse, referindo-se ao fato de ter sido eleito com apoio de vários partidos, que se uniram para impedir que o então governador interino, Wilson Lima, apoiado por Joaquim Roriz, vencesse.

CAROL PIRES, Agência Estado

19 de abril de 2010 | 12h33

Rosso foi eleito no sábado, com voto de 13 dos 24 deputados distritais. Ele ficará no cargo até 31 de dezembro deste ano, quando terminaria o mandato de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), que foi cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária. Arruda é acusado, em inquérito da Polícia Federal (PF), de ser o chefe de um esquema de corrupção conhecido como "mensalão do DEM". "Nosso inimigo comum é a corrupção", afirmou Rosso.

O peemedebista se emocionou primeiro quando, ao subir à tribuna da Assembleia Legislativa, agradeceu a presença dos políticos locais e da família. Depois, assim que anunciou que as filhas, na noite anterior, tinham escrito uma lista de ações que elas gostariam que o pai fizesse à frente do DF. A primeira menina a falar pediu melhoria no transporte, mais segurança, mais paradas de ônibus e mais empregos. A segunda pediu "mais emprego e não matar as pessoas". "Esta última parte é sobre segurança pública", esclareceu Rosso.

Como promessas de governo, Rosso seguiu a orientação das filhas e prometeu investimentos nas áreas essenciais, como "como saúde, educação, segurança e obras". "Vamos trabalhar pautados pela objetividade e pela simplicidade", afirmou o governador, que prometeu ainda a publicação de balanços mensais sobre o fluxo de caixa do governo e a redução na máquina pública.

O peemedebista se emocionou pela terceira vez ao agradecer, de novo, pela presença da família, e do pai, que, segundo o governador, não saía de casa há três meses até participar, hoje, da posse dele.

Além dos deputados distritais e assessores, apenas um senador e três deputados federais eleitos pelo DF participaram da cerimônia. Foram eles Adelmir Santana, senador pelo DEM, e presidente do diretório local do partido; e os deputados federais Osório Adriano (DEM), Tadeu Filippelli (PMDB) e Geraldo Magela (PT). O ex-governador do DF, José Ornellas, e Wilson Lima também estavam presentes.

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