Rossetto evita falar sobre invasões promovidas pelo MST

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, afirmou hoje que o governo vai incentivar a agricultura familiar, como forma de priorizar o comércio justo. O ministro fez essa afirmação após participar, na tarde de hoje, do simpósio "Comércio Justo: Desenvolvimento Sustentável em Prática", na 11ª Assembléia da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O setor da agricultura familiar é responsável por quase 40% do Valor Bruto da Produção Agrop ecuária nacional e produz 84% da mandioca, 72% da cebola, 67% do feijão, 58% dos suínos, 54% da bovinocultura deleite, 49% do milho, 47% da uva, 40% de aves e ovos e 31% do arroz produzidos no Brasil. O ministro evitou abordar problemas de ocupação de terra pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Sobre a aprovação, pela CPI da Terra no Congresso, da quebra dos sigilos fiscal e bancário de duas entidades ligadas ao MST, ele declarou: "Eu respeito o trabalho que a CPI vem fazendo e não vou opinar porque é (o Legislativo) um poder independente.No evento, organizado pela Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (Abong) e pela Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip), o ministro argumentou que o comércio justo prioriza a inclusão social. Por isso, o seu ministério, juntamente com o Fórum de Articulação do Comércio Ético e Solidário (Faces) do Brasil discutem a regulamentação pública do comércio justo no Brasil.

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