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Rossetto e Genoino vão a encontro do MST no Pontal

Com as presenças confirmadas do ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto e do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) José Genoino, o Movimento dos Sem-Terra (MST) realiza um grande encontro em busca de apoio político para a reforma agrária no Pontal do Paranapanema. O evento, no dias 13 e 14 próximos, tem como tema o "Desenvolvimento Regional e a Reforma Agrária" e deve reunir em Teodoro Sampaio, além das principais lideranças do MST no País, representantes da Igreja, líderes sindicais, vereadores e prefeitos da região. Mais do que comemorar os 13 anos de atuação no Pontal, o objetivo do movimento é conseguir apoio para ampliar o número de assentamentos e melhorar as condições dos já existentes. O Pontal do Paranapanema concentra o maior número de famílias assentadas por região no País e também um grande estoque de terras devolutas. Abriga ainda os principais acampamentos de sem-terra, entre eles o superacampamento Jahir Ribeiro, do líder José Rainha Júnior, com mais de 3,5 mil famílias, em Presidente Epitácio.Segundo o coordenador nacional Gilmar Mauro, no dia 13, o bispo de Presidente Prudente, dom José Maria Libório Sarachio, celebra uma missa para lembrar os 13 anos da ocupação da Fazenda Nova Pontal, em Teodoro Sampaio, hoje transformada em assentamento. "Foi um marco na luta pela terra no País." Após a celebração será servido um bolo de 13 metros. À tarde serão discutidos os preparativos para a Romaria da Terra, organizada em conjunto com a Igreja, que ocorre no dia 27 deste mês, no município de Rosana, também no Pontal. Busca de apoioA discussão dos rumos da reforma agrária na região será no dia 14, com as presenças do ministro e de José Genoino. "Além dos prefeitos, estamos convidando gerentes de bancos, sindicalistas e representantes da sociedade", disse Mauro. Representantes do Judicário também estão sendo convidados. Uma das preocupações do MST é o número de processos judiciais que seus líderes regionais vêm sofrendo. Dois deles, Márcio Barreto, integrante da Comissão de Direitos Humanos, e o coordenador regional Sérgio Pantaleão, tiveram decretadas suas prisões pelo juiz de Teodoro Sampaio, Atis de Araujo, e estão foragidos.Outra questão a ser debatida, segundo Mauro, é que o risco de enfrentamento em caso de ocupações ficou patente após a confirmação de que os fazendeiros estão armando milícias para repelir os sem-terra. "Esse problema é muito grave", afirmou. O líder acha importante os prefeitos apoiarem a luta pelo melhor aproveitamento das terras. O MST quer reduzir os casos de resistência como o do prefeito de Sandovalina, Divaldo Pereira de Oliveira (PMDB), que fechou a prefeitura para exigir a retirada de um acampamento com 450 famílias da entrada da cidade. O prazo dado pela justiça para a saída do acampamento vence dia 15. Os líderes pretendiam invadir antes outra área, mas esbarram numa ordem superior: pelo menos até o dia do encontro, o MST manterá suspensas as ocupações no Pontal.

Agencia Estado,

06 de julho de 2003 | 15h00

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