DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Rossetto afirma que 'não há sentido' em pedido de impeachment

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência comentou sobre protestos marcados para o próximo dia 15 e disse que é preciso separar manifestações que afirmam a democracia brasileira daquelas que prestam um desserviço à democracia

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 19h24

 Brasília - Principal responsável pela articulação do Palácio do Planalto com movimentos sociais, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rossetto, disse nesta noite que "não há nenhum sentido" no pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Às vésperas da realização de uma série de protestos nas principais cidades do País, Rossetto disse esperar que as manifestações sejam construtivas, e ressaltou que é preciso separar os protestos que afirmam a democracia brasileira daqueles que têm o efeito contrário. 

"Não há nenhum sentido nessa pauta (do impeachment)", disse Rossetto, depois de participar da sessão solene de ratificação de posse da desembargadora Maria Helena Mallmann no Tribunal Superior do Trabalho (TST). "Essa é uma pauta antidemocrática, que desrespeita a democracia brasileira, que desrespeita o processo eleitoral. Nós temos de separar o que são manifestações que afirmam a democracia brasileira daquelas manifestações que prestam um desserviço à democracia brasileira", comentou o ministro.

Na avaliação de Rossetto, o Brasil precisa de, cada vez mais, democracia e participação. Sobre a expectativa do Planalto com os protestos programados para os próximos dias, Rossetto respondeu: "Espero que as manifestações sejam democráticas. Todos nós temos a responsabilidade de exercer adequadamente a conquista democrática, o direito à manifestação e de opinião."

O ministro destacou que espera que os protestos ocorram num ambiente de "afirmação democrática" e sejam construtivos.

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