Rosinha e Dutra trocam farpas em cerimônia no Planalto

A cerimônia de assinatura de contratos de construção e de reforma de plataformas da Petrobras, no Palácio do Planalto, terminou em trocas de acusações entre a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Mateus, e o presidente da estatal, José Eduardo Dutra. Assim que encerrou a cerimônia, ainda enquanto o presidente terminava de cumprimentar os presentes, a governadora concedeu entrevista questionando a transparência do processo de licitação da plataforma PRA1 e acusou a Petrobras de escolher uma proposta R$ 80 milhões mais cara que a apresentada pelo empresa do Rio Mauá-Jurong. "Quero transparência nesse processo. Quero saber porque esta empresa foi escolhida se a proposta dela era mais cara", afirmou a governadora. Dutra, ao ser informado das acusações, disse, muito irritado, que a acusação "é irresponsável". Ele acrescentou que se a governadora entende que houve alguma irregularidade "a obrigação dela é recorrer à Justiça para contestar o processo". Dutra acrescentou ainda que a Petrobras analisou as propostas técnicas e os seus preços mas que a proposta da empresa do Rio era inviável tecnicamente, além de ser a mais cara das três propostas apresentadas à Petrobras. Rosinha afirmou que o governo do Rio poderia dar incentivos fiscais caso a Mauá-Jurong fosse a vencedora. "Portanto a governadora pode procurar a Odebrecht e oferecer o incentivo", rebateu Dutra. "Se a governadora resolveu estragar a festa com política que faça, mas com acusação irresponsável não. E se eu fosse irresponsável, poderia falar também que tem corrupção no governo do Estado Rio mas eu não vou falar isso", conclui o presidente da Petrobras.

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