Rosinha é acusada de receber doação de bicheiros, diz jornal

Acusação contra ex-governadora e mulher de Garotinho já constava de documentos da Operação Hurricane

02 de junho de 2008 | 16h11

A Procuradoria Regional da República acusa a ex-governadora do Rio, Rosinha Matheus, e o deputado estadual e ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins (PMDB), de receber doações ilegais de quadrilhas de máquinas caça-níqueis e do jogo do bicho, segundo informação do jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, 2. A acusação contra Rosinha, mulher do também ex-governador do Rio Anthony Garotinho, já constava de documentos obtidos pela Polícia Federal na Operação Hurricane (Furacão, em inglês), em 13 de abril do ano passado, segundo revelou o jornal O Estado de S. Paulo à época (leia a reportagem).  Veja também:PF vê elo entre Álvaro Lins e milíciasApós decisão, Álvaro Lins deixa carceragem da PF no RioEntenda a Operação Segurança Pública, que envolve Garotinho PF prende ex-chefe de polícia do RJ; MP denuncia Garotinho A lista incluía também Lins por supostos pagamentos realizados por bicheiros e integrantes da máfia dos caça-níqueis entre os anos de 2001 e 2002, quando Rosinha se elegeu governadora. Ela teria recebido R$ 1,6 milhão e o deputado, R$ 35 mil.  Lins e Garotinho voltaram ao noticiário com a Operação Segurança Pública S/A, desencadeada na semana passada pela Polícia Federal. O operação teve por objetivo desarticular uma quadrilha que atuava na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador. Ao todo, 16 pessoas foram denunciadas, entre elas o ex-governador, por formação de quadrilha armada. Lins foi preso em flagrante e logo solto após decisão da Assembléia do Estado do Rio de Janeiro.   Pelo esquema, segundo a PF, a quadrilha teria usado a estrutura da Polícia Civil do Rio para praticar crimes de lavagem de dinheiro, facilitar contrabando e corrupção. Lins e Garotinho, que seriam os "chefes" do grupo, teriam mantido esquema com policiais para proteger contraventores na guerra pelo controle de caça-níqueis no Rio. De acordo com a PF, o grupo utilizava delegacias estratégicas, principalmente a de Proteção do Meio Ambiente, para realizar as ações.

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