Rosinha ameaça intervir na crise de comando na polícia do Rio

A governadora Rosinha Matheus (PSB) voltou a dizer neste sábado que vai intervir caso os desentendimentos entre o secretário de Segurança Pública, coronel Josias Quintal, e o chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, não sejam superados. Rosinha disse que determinou um basta na rixa durante a reunião da cúpula da segurança convocada por ela na noite de sexta-feira."Nossos adversários não estão dentro do governo, são os bandidos que querem tirar a ordem do nosso Estado", afirmou Rosinha. "Não quis entrar no mérito de quem tem razão. Eu dei a ordem para todos. Se tem discordância ou se não tem nós vamos discutir juntos." Rosinha disse que a briga poderá vir a prejudicar o combate à criminalidade no Rio e, se isso acontecer, ela terá de tomar uma decisão mais drástica. As desavenças entre Quintal, que é coronel da PM, e Lins, delegado, são antigas, mas foram agravadas na semana passada. Quintal criticou Lins diversas vezes em público e ainda exonerou um de seus homens de confiança, o diretor da Polinter, Jader Amaral, o que irritou o chefe de Polícia. Dias de vitória Durante seu programa de rádio, a governadora fez ontem balanço dos cem primeiros dias de governo e disse que foram "dias de vitória", apesar da onda de violência e dos graves problemas financeiros. Ela afirmou que recebeu o Estado com problemas nas áreas de segurança e finanças mas que, desde janeiro, já houve muitos avanços.Rosinha disse que, quando assumiu, a violência era crescente, os salários dos funcionários públicos estavam atrasados e as finanças do Estado estavam desajustadas. Segundo ela, sua gestão já aumentou a arrecadação de impostos, graças à criação da Secretaria da Receita, e retomou projetos sociais como o Cheque-Cidadão. Na área da segurança, ela lembrou a transferência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, hoje preso na superintendência da Polícia Federal em Maceió. "São cem dias de vitória. Vitória não é só alegria, é viver um dia de cada vez, resolvendo os problemas", disse. No programa, que contou com a participação de Josias Quintal, a crise na cúpula da segurança não foi citada.

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