Rosemary teve papel 'secundário', diz petista

O secretário Nacional de Comunicação do PT, o deputado federal André Vargas (PR), afirmou nesta sexta-feira (7) que Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, teve um papel "absolutamente secundário" no esquema de venda de pareceres desbaratado pela Operação Porto Seguro, realizada no dia 23 de novembro pela Polícia Federal (PF). Rosemary foi indiciada por corrupção e tráfico de influência na ação da PF.

RICARDO BRITO, Agência Estado

07 de dezembro de 2012 | 16h13

"Está muito nítido, com o que se tem até então, que a própria Rosemary tem papel absolutamente secundário", afirmou Vargas, durante intervalo do encontro do Diretório Nacional do Partido em Brasília. O tema, segundo ele, não foi tratado no encontro. Segundo Vargas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser responsável pelo que Rosemary fez. Foi o ex-presidente quem a indicou para o cargo quando ainda estava no Palácio do Planalto - ela foi mantida durante a gestão Dilma Rousseff.

"Nenhum homem público pode, nem pessoa que está na atividade pública, é responsável pelo que faz o seu assessor no exercício do mandato - muito menos um ex-assessor", disse o secretário do PT, ao destacar que não vai comentar esse tipo de procedimento. Segundo ele, Rosemary, ao contrário do que chegou a ser veiculado na imprensa, não chegou a pedir proteção ao partido.

O secretário de Comunicação comentou a afirmação do ex-presidente Lula, que, em viagem a Berlim, na Alemanha, disse não ter ficado "surpreso" com a operação que envolveu uma ex-auxiliar dele. Segundo ele, Lula não se surpreendeu porque a "Polícia Federal trabalha". "Se tiver alguém cometendo equívoco, ou será a Polícia Federal, ou será o Ministério Público (que vai investigar)".

Para Vargas, a PF não é seletiva, e investigou, desde o governo Lula, PT, PMDB e PSDB. "É uma instituição que é muito respeitada pelo nosso partido, e nós por isso respeitamos as investigações, apoiamos as investigações, mas não condenamos precipitadamente como fazem a nossa oposição".

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