Roseana Sarney reúne Temer, ministros e senadores do PMDB

Após jantar na casa da governadora do MA, vice-presidente disse que foi 'apenas uma reunião social', onde foram discutidos o futuro do governo; Garibaldi Alves nega crise com o PT

Agência Brasil

05 de janeiro de 2011 | 03h46

SÃO PAULO - Os ministros do PMDB se reuniram, na noite de terça-feira, 4, na casa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

José Garibaldi Alves, da Previdência Social; Pedro Novaes, do Turismo; Edison Lobão, de Minas e Energia; Nelson Jobim, da Defesa; Wagner Rossi, da Agricultura; e Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos; além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Valdir Raupp (PMDB-RO), participaram da reunião.

De acordo com Michel Temer, o jantar foi "apenas uma reunião social", na qual os ministros discutiram o futuro do governo e do PMDB. Segundo Temer, a divisão de cargos no segundo escalão da gestão de Dilma Rousseff não foi o principal motivo do encontro, mas é um assunto ainda não resolvido. "Não estamos disputando cargos, vamos esperar a decisão da presidenta Dilma. Haverá, naturalmente, uma divisão equitativa [de cargos] entre os partidos políticos", disse.

Mais cedo, numa outra reunião com o PMDB, Temer disse que os anúncios sobre os cargos de segundo escalão do governo estariam suspensos até que a negociação da presidenta Dilma Rousseff com o partido fosse concluída. À noite, o presidente do partido disse que a decisão está mantida.

Ele negou que o acordo com o PT sobre o apoio na disputa da presidência da Câmara dos Deputados esteja ameaçado. Segundo Temer, o PMDB vai manter sua palavra e apoiar Marco Maia (PT-RS) para dirigir a Casa nos próximos dois anos.

O valor do salário mínimo para este ano também deverá ser tema da reunião, segundo admitiram alguns dos convidados. De acordo Valdir Raupp, a insatisfação com o valor de R$ 540 já foi expressada por parlamentares e vinha sendo colocada na Comissão Mista de Orçamento. Segundo ele, apesar de ter sido aprovado no Orçamento de 2011, o assunto pode ser rediscutido na votação da Medida Provisória que fixou o mínimo. "Agora existe um clamor popular. É um consentimento entre os partidos da base aliada de que dificilmente [o salário mínimo] ficará nesse valor", disse Raupp.

Para o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, não há crise por causa de cargos no segundo escalão. "Não gosto dessa palavra, crise, porque isso sugere uma coisa maior. É natural que haja a discussão entre políticos que se elegeram recentemente", afirmou.

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