Dida Sampaio/AE
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Rosa Weber toma posse no Supremo Tribunal Federal

Ministra ocupa 11ª vaga do STF, no lugar de Ellen Gracie; com a Corte completa, expectativa é de que 2012 retome julgamentos importantes, como a Lei da Ficha Limpa

Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2011 | 11h17

A ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa tomou posse nesta segunda-feira, 19, no Supremo Tribunal Federal (STF), em uma cerimônia marcada por muitas ausências. A principal falta foi da presidente Dilma Rousseff que, conforme informações divulgadas pelo tribunal na sexta-feira, 16, era esperada na cerimônia. Rosa Weber substitui a ministra  Ellen Gracie Northfleet, que se aposentou em agosto.

 

Rosa tomou posse em um tempo recorde, já que sua nomeação na imprensa foi publicada em edição extra do Diário Oficial de quinta-feira, 15. Entre as autoridades presentes na cerimônia estavam os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Marco Maia (PT-RS); além do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, representando a presidente Dilma.

 

Esta segunda, no entanto, é o última dia de trabalho do STF. O tribunal entra em recesso na terça, 20, e só volta a se reunir em reuniões plenárias no início de fevereiro. Agora o STF está com a composição completa de 11 ministros e, por isso, é esperado que julgue ações de grande repercussão que estavam pendentes, como a possibilidade de interrupção da gestão de fetos com anencefalia; além da criação do sistema de cotas para ingresso em universidades e a validade da Lei da Ficha Limpa.

 

Protesto. Cerca de dez servidores do poder Judiciário aproveitaram a cerimônia de posse para protestar pelo reajuste salarial para a categoria. O plano de cargos e salários do servidores do Judiciário está em tramitação no Congresso Nacional. Apesar do número reduzido de manifestantes, eles estão fazendo muito barulho com buzinas e carregando faixas cobrando apoio para o aumento de salário. Uma faixa cita: "Peluzo, chega de enrolação. Para o nosso conflito, PCS (Plano de Cargos e Salários) é a solução". Na sexta-feira, a presidente Dilma voltou a afirmar que "não é hora de dar aumento salarial". / Colaborou Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

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