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Rosa Weber segue relator e condena 10 por corrupção

A ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber seguiu integralmente o voto do ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, e se manifestou nesta quinta pela condenação de 10 réus pelo crime de corrupção passiva. Rosa considerou culpados todos os acusados que receberam recursos do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério.

RICARDO BRITO, Agência Estado

27 de setembro de 2012 | 15h49

Do PP, a ministra votou pela condenação do ex-presidente do partido Pedro Corrêa, do ex-líder da bancada na Câmara Pedro Henry e do ex-assessor da legenda João Cláudio Genu.

No caso do extinto PL, Rosa votou pela punição do ex-presidente do partido e deputado federal Valdemar Costa Neto, do ex-deputado Bispo Rodrigues e do ex-tesoureiro do partido Jacinto Lamas.

A ministra também considerou culpado o presidente do PTB e delator do mensalão, Roberto Jefferson, o ex-deputado federal pelo partido Romeu Queiroz e o ex-secretário-geral da legenda Emerson Palmieri.

Por último, Rosa votou pela condenação do ex-líder do PMDB na Câmara dos Deputados José Borba.

No rápido voto, a ministra só fez questão de explicar sua posição nos casos em que o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, divergiram. Rosa disse considerar "falso" o álibi usado pelo ex-líder do PP Pedro Henry para receber os recursos do valerioduto: o dinheiro do PT serviria para pagar a defesa de um advogado de um parlamentar do partido. "Os valores dos repasses não conferem com os valores devidos", afirmou a ministra, referindo-se aos honorários advocatícios do defensor.

Em outra manifestação, Rosa disse que o ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri tinha contato com Marcos Valério, sabendo, dessa forma, de todo o esquema criminoso de repasse de recursos para o partido.

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