Roriz e Jungmann assinam convênio de combate ao racismo

O governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, vão assinar na próxima quinta-feira, dia 21, um protocolo de intenções para implantar um programa de ações afirmativas de combate à discriminação racial. O convênio será assinado quase dois meses após Joaquim Roriz chamar um manifestante de ?crioulo petista? durante um comício em Brazilândia, cidade localizada a cerca de 40 quilômetros do centro de Brasília.A declaração de Roriz rendeu uma representação junto à Procuradoria-Geral da República por parte do PT do Distrito Federal. Os petistas querem que Roriz seja processado por crime de racismo e por incitação pública ao crime. Durante o comício, no dia 31 de janeiro deste ano, Roriz apontou para Marinaldo Marcelino do Nascimento, que estava na platéia, e disse: "Ali está um crioulo petista que eu quero que vocês dão (sic) uma salva de vaia nele." Nascimento teria reclamado da falta de infra-estrutura do local onde mora.Até mesmo o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que abra um inquérito para apurar se o governador se Roriz cometeu o crime de racismo. A partir do protocolo assinado hoje, o governo de Roriz se compromete a adotar ações afirmativas de raça e etnia. Segundo o secretário de Trabalho e dos Direitos Humanos, Vatanabio Brandão, já tramita na Câmara Legislativa um projeto de lei que reserva 20% vagas no funcionalismo público para pessoas negras. O Conselho de Defesa dos Direitos dos Negros, vinculado a secretaria de Direitos Humanos, será reestruturado.Por parte do Ministério de Desenvolvimento Agrário, as empresas terceirizadas prestadoras de serviços serão obrigadas a reservar 30% dos cargos a negros. Além disso, até 2003 30% dos cargos de chefia no ministério serão ocupados por mulheres.

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