Roriz diz que relatório da CPI é 'político-eleitoreiro'

A campanha do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) acusou hoje o deputado distrital Paulo Tadeu (PT) de usar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção da Câmara Legislativa de forma eleitoreira. Tadeu é candidato a deputado federal e entregou hoje o relatório final da CPI, no qual pede o indiciamento de 22 pessoas, dentre elas Roriz e o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido).

CAROL PIRES, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 17h38

"Essa CPI não tem validade porque demorou seis, sete meses para ter um relatório, que ainda foi feito por um deputado que é candidato do PT. É um relatório político-eleitoral que tem o objetivo de tanto convencer a população de que o ex-governador Roriz é responsável pelo governo Arruda", afirma Paulo Fona, coordenador de Comunicação da campanha de Roriz.

De acordo com Fona, os contratos do governo com o Instituto Candango de Solidariedade (ICS) começaram no governo Cristovam Buarque, quando ele era filiado ao PT. Segundo o relatório de Paulo Tadeu - aprovado por unanimidade na CPI - o esquema de corrupção no DF que veio a ser conhecido como "mensalão do DEM" teve início há 10 anos, quando Joaquim Roriz era governador, e começou a firmar contratos com o ICS para desviar dinheiro público.

O relatório afirma que a "podridão" do ex-governo de José Roberto Arruda "saiu das entranhas" do governador Joaquim Roriz e denuncia que a eleição de ambos - Roriz em 2002 e Arruda em 2006 - "foram financiadas por recursos públicos desviados por esse esquema de corrupção". A reportagem tentou contatar os advogados de Arruda, mas não recebeu retorno.

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