Ronaldo quer ser fenômeno também no voto

Ronaldo quer ser fenômeno também no voto

Ex-jogador diz ter sentido ‘gostinho a mais’ pela política depois de apoiar campanha de Aécio

O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2014 | 23h47


Bem-sucedido nos gramados e no mundo dos negócios, o ex-jogador Ronaldo Nazário deu sinais claros nesta sexta-feira, 28, de que não descarta se arriscar no campo político. Em entrevista ao portal Terra, o ex-craque e hoje empresário afirmou que não tinha como negar ter sentido “um gostinho a mais” pela política após a participação ativa na campanha presidencial do senador Aécio Neves (PSDB).

“Olha, eu fiquei tão envolvido com a política que eu senti sim, não vou enganar. Foi muito bacana”, disse Ronaldo sobre sua participação na campanha presidencial. “Eu me envolvi diretamente, participando da campanha, indo nas ruas com ele (Aécio), ou sozinho, fazendo os eventos, envolvendo as pessoas.”

Questionado se aceitaria uma eventual indicação para ser ministro na hipótese de vitória do tucano, Ronaldo disse que não houve conversa com Aécio nesse sentido. “Olha, eu entrei na campanha sem nenhum acordo com o Aécio, foi um apoio incondicional, porque é um cara que eu conheço há muito tempo. É um cara que eu confio, que eu gosto, que é um grande amigo. Nunca conversamos sobre possibilidade do futuro, se eu assumiria alguma coisa. Eu abracei o projeto como um projeto que seria o melhor para o Brasil, sem nenhuma expectativa”, disse o ex-jogador. 

Copa. Ronaldo declarou apoio à candidatura de Aécio no fim de maio, justificando que o mineiro é seu amigo há mais de 15 anos e parceiro de saídas “de noite e de dia”. Naquele momento, ele já participava do debate político como conselheiro do Comitê Organizador Local (COL), entidade privada ligada à Fifa responsável pela realização da Copa do Mundo. 

Por diversas vezes Ronaldo cobrou o governo federal sobre o andamento das obras de construção dos estádios. Dias antes do anúncio de apoio a Aécio, causou embaraço no Planalto ao afirmar que estava “envergonhado” com os problemas enfrentados pelo Brasil na preparação para o evento. 

Seu posicionamento pró-Fifa acabou gerando trocas de farpas com um ex-parceiro de ataque na seleção brasileira que se enveredou efetivamente no ambiente político, o deputado e senador eleito Romário (PSB-RJ), crítico dos gastos com a construção dos estádios. 

A possibilidade de Ronaldo assumir o Ministério do Esporte em caso de uma eventual vitória tucana, aventada durante a campanha eleitoral, dificultou as conversas que Aécio vinha tendo com Romário. Já eleito senador com 4,7 milhões de votos, o “Baixinho”, que havia apoiado sua correligionária Marina Silva no 1.º turno, só declarou voto a Aécio aos 45 do segundo tempo. 

Caso se enverede para a política, Ronaldo seguirá os passos não só de Romário, mas de um time de ex-jogadores que escolheram a carreira política depois da aposentadoria nos gramados.

Entre os exemplos estão o ex-goleiro Danrlei, recém-eleito deputado federal; os atacantes Bebeto, Jardel e Roberto Dinamite, que foram deputados estaduais, e o meia Biro-Biro, que cumpriu mandato de vereador. A reportagem não conseguiu contato com Ronaldo ontem.

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