Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Rompimento com Campos pode render ministério para Cid

Petistas defendem que governador do Ceará assuma pasta da Saúde ou da Educação; seu grupo já controla Portos

Erich Decat, Daiene Cardoso e Lauriberto Braga

26 de setembro de 2013 | 15h26

O governo deve dar mais um ministério para o grupo de Cid Gomes, de saída do PSB. O governador do Ceará já é um dos padrinhos de Leônidas Cristino, ministro da Secretaria dos Portos.

Integrantes do PT defendem que o próprio cearense assuma um ministério de "primeira linha" em 2014, na dança das cadeiras decorrente da desincompatibilização dos ministros que se candidatarão em outubro. "Pela experiência que ele (Cid) tem eu acho que deve ir para o Ministério da Educação ou da Saúde", afirmou o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). Cid, no entanto, já avisou ao Palácio do Planalto que não tem interesse em assumir, ele mesmo, um ministério.

A iniciativa petista é uma resposta à decisão de Cid, e de seu grupo, de deixar o PSB - por serem contrários à candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos. Cid formalizou seu desembarque da sigla na noite dessa quinta-feira, 26, em reunião de três horas com cerca de 200 correligionários, em Fortaleza. A definição sobre a nova filiação partidária do grupo, no entanto, só será anunciada na terça-feira - a três dias do prazo final de mudança partidária para 2014. Há convites de cinco legendas: PROS, PDT, PCdoB, PP e PSD - com cujo presidente, Gilberto Kassab, Cid Gomes almoçou ontem. Hoje, o grupo entrega no Recife a documentação de desfiliação.

Por Dilma. "É com muita dor que estamos saindo", disse o ex-ministro Ciro Gomes ao deixar o auditório do hotel onde se realizou a reunião do grupo. Segundo ele, essa foi a forma obrigatória adotada para poder apoiar a tentativa de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

E ele saiu atirando, de novo, contra o presidente do partido, Eduardo Campos. "Ele nos hostilizou. Acanalhou. E ele me deve correção moral", desabafou Ciro, hoje secretário da Saúde do Ceará, e também cotado para ser ministro de Dilma em 2014.

‘Timing’. Em visita a Brasília, ontem, Eduardo Campos disse a aliados que seu "timing político" para lançar uma possível candidatura à Presidência seria março de 2014. Embora tenha obtido só 4% das intenções de voto na pesquisa Ibope de ontem, ele entende, segundo interlocutores, que o PSB saiu na frente dos demais - pois o PT ainda vive à sombra de uma possível candidatura do ex-presidente Lula, o PSDB se divide entre Aécio Neves e José Serra e Marina Silva vive a angústia de criação, ou não, de seu novo partido.

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