Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Romeu Tuma teve falência múltipla de órgãos, diz filho

Neurologista Rogério Tuma disse que família não teve coragem de relatar derrota ao senador

Anne Warth, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 17h11

SÃO PAULO - O neurologista Rogério Tuma, filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), explicou nesta terça-feira, 26, que seu pai teve falência múltipla de órgãos e morreu às 13 horas. "Ele teve uma falência renal, uma falência intestinal e aí teve sofrimento cardíaco e hemodinâmico", afirmou, em conversa com jornalistas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

 

De acordo com Rogério Tuma, o coração artificial implantado no senador há cerca de 20 dias funcionou e permitiu que ele recuperasse as funções cardíacas. O senador estava internado desde 1º de setembro, quando foi diagnosticado com uma faringite infecciosa. "Ele também estava desidratado e nós constatamos que ele tinha insuficiência renal. Fomos corrigir isso e o coração, com a sobrecarga, começou a dar sinais de falência. Aí foi indicada a colocação do coração artificial, que fez com que ele recuperasse as funções cardíacas plenamente", afirmou. "Só que, por causa do tempo, da idade dele e de uma infecção que acabou adquirindo, ele acabou tendo uma piora de todos os órgãos e não resistiu."

Veja Também  

 

linkMorre em São Paulo o senador Romeu Tuma 

 

linkEm nota, Lula expressa condolências pela morte de Tuma

linkSerra lamenta morte de Tuma e diz que perdeu um amigo  

 

linkSenadores homenageiam Tuma em sessão plenária  

 

linkOAB-SP manifesta pesar por morte de Romeu Tuma

 

linkVia Twitter, políticos lamentam morte de senador

 

Segundo o médico, o senador permaneceu 26 dias sedado, mas depois da cirurgia do coração começou a recuperar a consciência. "Ele teve uma piora clínica há três dias. Até três dias atrás, a gente conseguia ter contato com ele", afirmou. O médico disse que Tuma não chegou a saber que não foi reeleito para o Senado. "Ele queria muito voltar e lutar e, por isso, acabamos não tendo coragem de contar", afirmou.

Tuma tinha três pontes de safena implantadas por conta de um enfarte há 12 anos. De acordo com Rogério Tuma, seu pai não queria ser internado nem fazer exames. "Ele lutou muito contra isso, mas eu acabei o forçando a ficar no hospital", contou. Rogério se disse frustrado por não ter conseguido evitar a morte do pai. "Como médico, me sinto derrotado porque eu não consegui fazer o que eu queria ter feito pelo meu pai", disse, bastante emocionado.

Solidariedade. Ele agradeceu a solidariedade que a família tem recebido e os quase 4 milhões de votos que o pai teve na eleição de 3 de outubro. O ex-deputado federal Robson Tuma também agradeceu as manifestações de solidariedade e carinho que o pai recebeu. "A família agradece muito as manifestações de carinho de toda a população e de todas as pessoas", disse, muito emocionado.

De acordo com ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador José Sarney (PMDB-AP) já telefonaram para a família para dar os pêsames. Ao longo dos dias em que Tuma ficou internado, Sarney ligou diariamente e telefonaram com frequência o governador Alberto Goldman, o governador eleito Geraldo Alckmin e o deputado estadual Campos Machado. O corpo do senador será velado a partir das 18 horas na Assembleia Legislativa e enterrado nesta quarta-feira, 27, às 15 horas, no cemitério São Paulo, na capital paulista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.