Romeu Tuma foge de polêmica sobre envolvimento de filho com máfia chinesa

Indagado se iria comentar reportagem publicada nesta quarta, o senador respondeu: 'Isto é com o delegado Romeu Tuma Júnior'

Carol Pires, do estadão.com.br/ BRASÍLIA

05 Maio 2010 | 13h56

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) fugiu da polêmica sobre o envolvimento do filho dele, Romeu Tuma Júnior com um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo. O senador saía da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quando foi indagado se iria comentar a reportagem publicada nesta quarta-feira, 5, sobre o assunto pelo jornal O Estado de S.Paulo. Tuma, ríspido, respondeu: "Isto é com o delegado Romeu Tuma Júnior".

 

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Tuma Júnior é secretário nacional de Justiça e teve ligações e e-mails trocados com Li Kwok Kwen interceptados por investigação da Polícia Federal. Kwen, também conhecido como Paulo Li, era o principal alvo da investigação, batizada como Operação Wei Jin.

 

Paulo Li foi preso com mais 13 pessoas, sob a acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, importados ilegalmente da China. Li, que de acordo com as investigações também ganhava dinheiro intermediando a emissão de vistos permanentes para chineses em situação ilegal no País, tinha livre trânsito na secretaria.

 

Ao ser preso, Paulo Li telefonou para Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado. O envolvimento entre os dois também foi revelado por telefonemas nos quais Tuma Júnior fazia encomendas de aparelhos celulares, computador e até videogame.

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