Romeu Tuma defende filho e diz que amizade se tem com qualquer pessoa

Romeu Tuma Jr., secretário nacional de Justiça, foi flagrado em ligações pessoais com chefe da máfia chinesa

Agência Brasil

06 de maio de 2010 | 20h46

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) defendeu seu filho e secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, por conta de conversas telefônicas com um dos chefes da máfia chinesa no Brasil, gravadas pela Polícia Federal. Perguntado sobre a relação de amizade entre Tuma Júnior com o chinês Paulo Li, um dos investigados pela PF, o corregedor do Senado afirmou que qualquer pessoa tem “uma série de amigos”.

 

Romeu Tuma acrescentou que, quando foi chefe de polícia de São Paulo e responsável pelo setor de estrangeiros, conheceu várias pessoas. “Amizade nós temos até o momento em que se acha que a pessoa não cometeu qualquer ilícito. A partir do momento que [você] considera que ela tenha praticado, não pode ser solidário com a prática de ilícitos”, ressaltou o senador.

 

Tuma disse também que seu filho “é uma pessoa digna” e construiu sua carreira ao longo do tempo dentro desse princípio. Ele destacou o fato de o secretário Nacional de Justiça não ter sido denunciado pelo Ministério Pública e a Procuradoria-Geral de Justiça não encontrado indícios de envolvimento de Tuma Júnior com o caso investigado pela Polícia Federal.

 

Apesar dessas declarações, o senador evitou entrar em detalhes sobre a investigação da PF na qual seu filho acabou sendo envolvido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.