Romeiros vão cavalgar 1,5 mil km para ver o papa

Um grupo de amigos da região de Jundiaí, interior de São Paulo, vai fazer de cavalo uma viagem de 1.500 quilômetros entre Brasília, no planalto central, e o santuário de Aparecida, no Vale do Paraíba, para ver o papa. Os Romeiros da Paz, como se denominam, pretendem dar a largada no final de março e chegar ao destino entre os dias 8 e 11 de maio, coincidindo com a visita de Bento XVI à cidade paulista. Eles pretendem assistir à missa campal que o papa vai celebrar na cidade-santuário. A cavalgada de cerca de 40 dias será um preparativo para o projeto Caminhos do Brasil, um desafio ainda maior. Os seis cavaleiros querem cruzar o País de norte a sul para resgatar uma tradição secular dos romeiros e do tropeirismo. "Desde 1988 participamos de romarias, indo várias vezes a Aparecida, e praticamente todo mês cavalgamos em trilhas da Mantiqueira", disse Marco Aurélio Chrispim, coordenador do grupo. De acordo com Chrispim, os Romeiros da Paz participam anualmente de uma das romarias mais antigas do Brasil, entre Jundiaí e o santuário de Pirapora do Bom Jesus, no interior de São Paulo. "O primeiro grupo partiu em 1914, quando o mundo sofria com a grande guerra." Naquela época, lembra, a peregrinação tinha o propósito de pedir a paz para os povos. Na cavalgada de Brasília a Aparecida, os seis amigos vão se revezar sobre 12 animais. A saída da capital federal deve ocorrer entre os dias 20 e 25 de março e o grupo viajará cerca de 40 km por dia. Um caminhão vai transportar ração para os cavalos e um trailer servirá de cozinha para os peões. Saindo de Brasília, os cavaleiros seguem por Goiás, entrando em Minas Gerais na altura de Paracatu. Dali, rumam para Diamantina e enveredam pela Estrada Real (trilha do ouro) até Parati, na capital fluminense. A viagem prossegue contornando a Serra da Mantiqueira até Aparecida. O grupo pretende lançar um DVD e fazer um filme sobre a viagem. "Queremos retratar as belezas da região e relatar o prazer e a aventura que esse tipo de romaria proporciona", disse Chrispim. Eles esperam conseguir patrocínio para iniciar, logo depois, a viagem mais longa, cruzando o Brasil.

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